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Livro: Não Quero Sentir
Autor: Diana Scarpine
311 páginas
4 estrelas
Sinopse
2035. Em uma sociedade distópica onde as pessoas precisam corresponder aos padrões instituídos e podem usar drogas para se alienar da realidade, Elias se sente privilegiado. Possui um trabalho com jornada diária de apenas oito horas, não mora no emprego e tem um robô para realizar suas atividades domésticas. Consumista, ele se considera feliz por viver cercado de tecnologia e ter pouco contato com outros seres humanos.
Tudo muda quando o robô quebra e Elias descobre que não é tão autossuficiente quanto pensa. Impossibilitado de adquirir um robô novo, ele precisa recorrer à mão-de-obra humana, obsoleta se comparada à tecnologia disponível.
Excluída da sociedade por sua deficiência física, Jana vê no emprego doméstico ofertado por Elias a oportunidade de abandonar a miséria e sustentar sua avó, mas a convivência entre ambos não é fácil. Elias deseja que ela aja como um robô, mas ela quer ser tratada como pessoa e fazê-lo perceber que também é humano. Quem vencerá este embate? Elias se manterá distante a ponto de fazer Jana agir maquinalmente ou ela o convencerá de que ninguém vive totalmente sozinho? A turbulenta relação patrão-empregada dará lugar ao amor?
Uma escrita simples e direta. A história é séria, trabalhada com cuidado e leveza, sem perder a seriedade. Entre sorrisos e torcida pelo casal protagonista, o tema tratado não é esquecido. O tema? A injustiça com os desfavorecidos, em qualquer área. O mal que o ser humano provoca a si mesmo.
Elias é avesso a seres humanos. Com a tecnologia avançada, ele tem um robô para suas atividades domésticas e é dependente dele. Até que o robô quebra e ele não tem condições de comprar outro. E sua vida vira um caos. Quando chega ao seu limite, pois não consegue dar conta das coisas sem seu robô, ele segue a dica do chefe e contrata uma humana como empregada, a Jana.
Jana é uma excluída porque tem uma perna mecânica. Tem tido dificuldades para sustentar a si mesma e à sua avó. Antes, tinha um excelente emprego, mas, depois do acidente em que perdeu a perna, perdeu o emprego e ganhou a exclusão. Mas, por uma sorte tremenda, conseguiu o emprego de empregada, muito embora odeie esse serviço. Mas é melhor que passar fome.
O relacionamento dela e Elias é uma parte gostosa de acompanhar. A forma como ele vai mudando e ela vai o conhecendo. Eles vão se adaptando um ao outro e os sentimentos vão se transformando. Até que chega um momento em que tudo vai por água abaixo e a gente não acredita no rumo que tomou. Nesse momento, fiquei de mal com a autora. Fiquei me perguntando se ela estava bebendo enquanto escrevia essa parte. No fim, eu fiz as pazes. Hehehe…
Foi uma leitura diferente. Poderia ter sido melhor explorada, mas o que eu sei?
E foi isso.
Bjoo.


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