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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Em um livro



Você voará
Nadará
Amará
Odiará
Guerreará
Eternamente viverá

Mas também irá
Sofrer
Chorar
Morrer
Esquecer
Enfraquecer

Viverá seus
Sonhos
Desejos
Vontades
Mas também
Terá pesadelos
Fracassará
Perderá as forças

Isso incontáveis vezes
Sempre que desejar
Sempre que ler um livro
Terá mundos
Épocas
Distâncias
Amores
Em suas mãos
Em sua cabeça

Em seu coração


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PHpoemaday


Para quem gosta de escrevinhar umas palavrinhas que nem eu. 
Abaixo deixo um pouco mais sobre os temas diários, já começou, mas ainda dá tempo de participar e aproveitar dos textos de outros participantes, que aliás, é um deleite!
Um tema por dia
Clique na imagem  ou AQUI e terá mais informação


UM POUCO MAIS SOBRE OS TÓPICOS DESSE MÊS

Cada tópico pode ser interpretado da forma que você achar melhor, por isso não se prenda a nenhuma regra e faça da forma que te der mais inspiração. Abaixo eu falo um pouco sobre o que EU pensei na hora de criar cada tópico, mas como eu disse você não precisa se prender a nada disso.

1. O pronome: Sempre gosto de temas que conversem com a metalinguagem ou proponham desafios mais gramaticais: um poema feito só com pronomes (possessivos, demonstrativos, relativos...) ou outra possibilidade em torno desse tipo de palavra. Ao mesmo tempo, sei que vocês adoram temas que dê para falar sobre si (quem não ama falar sobre si mesmo?). Ainda mais no início do mês, esse tema pode ser a desculpa pra vocês se apresentarem e falar sobre os pronomes que possuem.

2. A apatia: Esse foi um tema sugerido, mas super me identifiquei! A apatia é uma emoção tão peculiar e dá pra compor universos tão poéticos! Pode ser uma personagem apática, um cenário apático, um poema apático... A liberdade é de vocês.

3. O plural majestático: Mais um tema que pensei para desafios linguísticos! Pra quem não sabe, o plural majestático ocorre quando uma pessoa fala ou escreve sobre si mesma usando o plural (nós) ao invés do singular (eu). Ele é super mega comum em trabalhos acadêmicos como artigos e monografias e eu sou a usuária e defensora número um desse tipo de plural. A razão dele se chamar assim "majestático", é porque seu emprego é muito comum pelas Majestades (reis, rainhas, etc) mundo afora, então você também pode aproveitar esse tema pra falar sobre a algo relacionado a essas Majestades.

4. A metonímia: A figura de linguagem mais utilizada por todos os falantes desse universo! Que tal escrever um poema só com metonímias? Ou então escolher a sua metonímia favorita e falar sobre ela? Um texto que surja a partir de uma metonímia específica?

5. O Pianista: Super me inspiro a partir de profissões/ocupações instigantes, mas o que é ainda melhor sobre esse tema é que ele também é o título de um filme polaco sensacional sobre a II Guerra Mundial. Logo, você pode escrever sobre qualquer coisa presente no universo desse filme ou focar mais na profissão do pianista, brincar com a musicalidade da poesia...

6. O dó maior: Um dos meus temas favoritos da última edição foi "o Lá Menor", logo o Dó Maior me pareceu a sequência mais digna para essa edição. Não vou falar muito porque quero ver até onde a criatividade de vocês vai em torno dessas duas palavras!

7. A prostituta: Outra profissão/ocupação super forte e que é bastante explorada na nossa literatura. Acho nada mais justo do que ter esse tema no nosso desafio. Podemos falar sobre sexualidade, exploração, miséria, desespero, injustiça, política, respeito... São tantos temas importantes em torno da figura da prostituta, mal vejo a hora de ler o que vocês irão fazer!

8. O Assédio: Depois dos acontecimentos do mês passado em torno da Valentina do Master Chef, do vídeo lacrador da Jout Jout e a campanha #meuprimeiroassédio da Think Olga, eu precisei trazer ele pra cá também. Muito autoexplicativo né? Você pode falar sobre uma experiência de assédio, explorar os diferentes tipos de assédio que existem ou partir das emoções afloradas antes, durante e após um assédio.

9. A desinência verbal: Tantas possibilidades que as desinências verbais (e nominais!) nos permitem! Tão característico da nossa língua portuguesa. Você pode trabalhar algo em torno delas ou brincar com o tanto que essa palavra é sonora e nos lembra de desistência, demência, abstinência HAHAHA

10. O quarto de motel: Cenário sugerido por vocês onde pode acontecer TANTA coisa. Quantas vezes o quarto do motel já não foi cenário de assassinato? Fim de relacionamento? Refúgio para alguém em fulga? Ou simplesmente um lugar onde um viajante passa suas férias?

11. A onça: Todos os meses precisamos de um tema inspirado em algum animal e, me apropriando da reflexão do meu mestre Ariano Suassuna, nada mais brasileiro do que a onça pra ser nossa inspiração de dezembro. Fica por conta de vocês se escolherão a Onça Malhada, Onça Pintada ou qualquer outra onça maravilhosa!

12. A favela: Agora que moro no Rio de Janeiro finalmente tive a oportunidade de conhecer uma favela e entender que realidade tão distante da minha - e ao mesmo tempo tão próxima - há em cada favela. Existe um motivo pra favela ser tema de tantos filmes, livros e música por aí. Nada mais justo do que ser tema da nossa poesia também.

13. As unhas: Partes do corpo instigam minha criatividade. Pode ser um detalhe marcante da sua personagem ou um detalhe menor que ajude a compor o visual completo. Pode dar brecha pra algo mais animalesco ou até compor o cenário da sua história (partes de unhas cortadas).

14. O ipê: Tipos de flores ou árvores são outros temas que não podem faltar nunca pra mim! O ipê foi uma sugestão de vocês e acatei imediatamente. Lembrando que você nunca precisa falar necessariamente da flor, ela pode ser uma "mera" imagem da sua poesia: pode estampar a roupa de alguém, pode vir em forma de cheiro, pode estar na cor dos cabelos, pode enfeitar uma metáfora como ninguém!

15. O precipício: Uma imagem poderosa que é o abismo. Que nos faz questionar o que existe depois do precipício... O que será que ele guarda lá no fundo?  Será que eu pulo? Ou jogo outra pessoa antes pra testar? Ótima metáfora pra tantas coisas mais profundas que nem sei mais o que dizer!

16. A beleza: Estava escutando "Que Beleza" do Tim Maia quando escolhi esse tema. Algo tão subjetivo, tão relativo e ao mesmo tempo tão relevante e debatido. (E imposto). Falem sobre a beleza de alguém, sobre o que é belo pra vocês, sobre o que tantas pessoas buscam e sobre o que tantos escritores tem falado nesses tantos anos.

17. A presa: Tema dado por vocês! Podemos falar sobre a prisioneira que temos, sobre sermos prisioneira de alguém, sobre a presa que vira comida do animal ou até sobre as presas cobiçadas dos elefantes (os caninos dos animais).

18. A tocha: O fogo é sempre uma boa pedida, mas em ritmo de Olimpíadas Rio 2016 a gente precisa focar na tocha né? HAHA Tema sugerido por vocês, pode servir como gancho pra escrevermos sobre uma Era passada, uma comunidade étnica isolada, um apagão (?) ou o que mais a tocha representar pra você.

19. O sueco: Sugeriram "outro idioma" como tema e escolhi o sueco por ser tanto outro idioma quanto outra nacionalidade. E tão diferente da nossa! Se você não sabe nada sobre sueco vale inventar e criar um personagem que é um sueco para você. Se inspire no "estrangeiro" da coisa.

20. O incenso: Precisamos de mais temas inspirados em cheiros. E o incenso é tão característico né? Pode falar de uma taróloga, cartomante, sessão espírita, aula de ioga... Qualquer lugar onde o cheio do incenso te levar!

21. O tsunami: Adoro falar sobre fenômenos da natureza que simbolizam tanta força, revolta e destruição. Terremotos, furacões e tsunamis! Pode ser metáfora pra tantas coisas e cenário de tantas histórias!

22. A miscigenação: Aqui é Brasil! Miscigenação de etnias, de música, de línguas, de comidas. Pode escolher a miscigenação preferida e escrever sobre o tema!

23. A pansexualidade: Foi uma sugestão dada que eu adorei, porque é muito importante estampar os temas do PH poemaday com as mais variadas representações de diversidade. Se você não sabe muita coisa sobre a pansexualidade, essa é uma ótima oportunidade para pesquisar mais sobre o assunto e deixar sua imaginação fluir em volta do tema (mas sem disseminar estereótipos por aí, ok? Aqui é literatura com comprometimento social!).

24. A Morte Anunciada: Toda edição me inspiro numa obra literária para um dos temas e nesse mês foi a vez de Crônica de uma Morte Anunciada, do Gabriel Gárcia Márquez. É uma leitura mega rápida (realmente se trata de uma crônica e não de um romance) que super indico que vocês façam caso nunca tenham lido a obra. Quem não leu, obviamente pode partir desse pressuposto de "morte anunciada" pra criar a poesia que quiser, mas quem já leu pode escrever sobre qualquer outro tema dentro dessa obra maravilhosa. (Escolhi pro dia 24 também pra brincar com a data do nascimento de Jesus, que já nasceu com seu destino traçado e "sua morte anunciada" OLHA QUE INCRÍVEL)

25 Os sinos: Foi a primeira imagem que surgiu na minha cabeça na hora de pensar num tema que casasse com o Natal. Quem quiser falar sobre esse dia pode fazer isso a partir dos sinos e aqueles que não gostam do Natal e não tem interesse em falar sobre isso, aproveitem as outras milhões de conotações que os sinos possuem e se divirtam!

26. A lama: Não tenho costume de escrever sobre imagens mais "sujas", mas é uma excelente imagem pra começar. Sugestão de vocês!

27. O oco: Outra sugestão de vocês que também me remete a uma imagem mais "negativa". O vazio, o burro, algumas árvores da natureza. A oca. O coco. A coca. rs

28. A conquista: Pros apaixonados desse projeto, está faltando temas para falar sobre amor esse mês? Hoje é seu dia! E, claro, você sempre pode se inspirar em outros tipos de conquistas que nada tenham a ver com romance.

29. A depressão: Um sentimento muito forte do qual muitas pessoas jamais conseguem se recuperar. Ou simplesmente um tipo específico de relevo geográfico.

30. Um tema passado: A ideia para esse tema partiu do princípio de que já foram usados TANTOS temas incríveis nas edições anteriores que dá uma dó danada de não repetir nenhum. Nesse dia você pode voltar nas 3 listas de temas anteriores e escolher o que mais te interessou. Ou você pode  simplesmente aproveitar que o ano chegou ao seu fim para olhar para "um tema passado" ocorrido ao longo de 2015.

31. O dourado e o branco: Novamente foi a primeira imagem que surgiu quando pensei no ano novo. Decoração branca e dourada, calcinhas brancas, todas suas tias vestidas de dourado. E ao mesmo tempo tantas outras possibilidades com essas duas cores! Escreva sobre aquilo que  essas cores mais te despertam.


Quem sabe a gente se vê por lá!
Já postei meus 3 textos lá

Bjoo

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." 

Sarah Westphal

Eu vi no : Eu Amo Ler

sábado, 6 de julho de 2013

A Oração Que Conduz ao Perdão

1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
2 - Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.
3 - Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
4 - Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.
5 - Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.
6 - Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.
7 - Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.
 8 - Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
9 - Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades.
10 - Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.
11 - Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.
12 - Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário.
13 - Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão. Salmo 51.1-13 

Um espírito quebrantado em oração é um poderoso instrumento para restaurar a comunhão com Deus.

Davi foi um homem que certamente amava a Palavra de Deus e a oração, porém ele não era imune à tentação e ao pecado. No auge do seu reinado transgrediu a Lei do Senhor cometendo um adultério e um assassinato. Todavia, depois de ser advertido pelo profeta Natã reconheceu a sua iniqüidade e transgressão: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 2.13). Davi trilhou o caminho que todo pecador deve percorrer para ser restaurado: arrependimento, confissão do pecado e abandono da prática.

Perdão: [Do gr. aphesis]. “Perdoar ou remir os pecados de alguém”.

A oração é o modo pelo qual o homem fala com Deus e coloca diante d`Ele suas alegrias, tristezas, necessidades, anseios, enfim, tudo o que aflige sua alma. Quando se peca, é através da oração que se chega a Deus para confessar as culpas e pedir-lhe o seu perdão.

A oração que Davi fez, logo após ser confrontado pelo profeta Natã a respeito de seu adultério (com Bate-Seba) seguido de assassinato (de Urias), é um exemplo do que se deve fazer ao pecar, a fim de alcançar misericórdia diante de Deus.

I. O PECADO NOS AFASTA DE DEUS
1. O pecado afronta a Deus. Pecado é a transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. O pecado afronta o Caráter de Deus e a sua Santidade.

Esta falta de conformidade com a lei moral de Deus é rebelião; quem usa dessa prática se distancia da comunhão com Deus, que, por hipótese alguma, comunga com o pecado ou com alguém que permanece nesse estado. Davi pecou gravemente e permaneceu em pecado até que, advertido peio profeta, se arrependeu e suplicou ao Senhor o perdão.

2. As conseqüências do pecado. Os relatos do rei Davi evidenciam que o pecado entristece o Espírito Santo e causa separação entre Deus e o homem (Is 59.2). Foi esse afastamento de Deus que Davi viveu. A única maneira de o crente manter comunhão com Deus, por meio do seu Espírito Santo, é andar segundo a sua vontade (Rm 8.1,2,8,9,13,14).

3. Consciência do pecado. A expressão que Davi usou para rogar a Deus a sua purificação, revela o reconhecimento do seu estado de impureza moral, pois havia cometido delitos contra a santidade de Deus e à sua Lei.

Ao pedir a Deus que o limpasse com hissopo (v.7), ele revela que se havia contaminado tal qual um leproso ou alguém que havia tocado em um morto; símbolos de impureza máxima em sua época (Lv 14; Nm 19.16-19). 

O pecado destrói a paz com Deus, e a falta dessa paz, como decorrência do pecado, é como um sinal vermelho, a fim de que o crente pare imediatamente e volte-se para Deus em oração. É preciso que se arrependa, confesse o seu pecado e abandone-o, e pela fé em Cristo, e por Ele, receba o perdão de Deus (1 Jo 1.7-9).

O pecado afronta a Deus, entristece o Espírito Santo e causa separação entre Deus e o homem.

II. CONFISSÃO E PERDÃO
1. Reconhecer e confessar o pecado. Ao pecar, Davi não considerou as conseqüências de seus atos. No entanto, assim que caiu em si como pecador, reconheceu a gravidade dos seus pecados cometidos e a necessidade de confessá-los, para, em seguida, pedir perdão. Todo ser humano deve saber que aquele que “encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

O rei sabia que seu pecado era, em primeiro lugar, contra o próprio Deus (v.4). No Salmo 32, Davi mostra o dever e a necessidade de reconhecer e de confessar o pecado a Deus (Sl 32.1-5) e expressa a certeza do perdão do Senhor (v.5).

2. Conhecendo o caráter de Deus (vv.6,16). Davi conhecia a Deus e sabia que só homens limpos de mãos e puros de coração entram no santuário (Sl 24.3,4). Seus salmos revelam que ele conhecia a Deus pessoalmente e tinha um relacionamento íntimo com o Senhor.

3. O afastamento de Deus. Como todo o crente que desobedece às ordenanças divinas, Davi estava sentindo a angústia resultante da falta de comunhão com Deus. 
O pecado era como um muro, que o impedia de ver e sentir a presença de Deus. Para um homem acostumado à comunhão com o Criador, o vazio provocado pela falta desta doía como um corpo com os ossos quebrados (v.8); a tristeza havia tomado conta de seu ser.

Para receber o perdão divino, o pecador deve reconhecer confessar e abandonar o pecado.

III. A RESTAURAÇÃO DO PECADOR
1. Arrependimento e contrição. Davi tinha consciência do seu pecado. Porém, sabia que Deus está sempre disposto a perdoar todo homem que, com o coração arrependido, volta-se para Ele, confessando as suas culpas e rejeitando-as, por meio da oração espontânea e sincera (Pv 28.13). 

O perdão divino está à disposição de todos os pecadores que, arrependidos, confessam a Deus os seus pecados e aceitam a purificação provida pelo Senhor mediante o sangue de Jesus Cristo (Lc 24.46,47; 1 Jo 1.9). Todavia, é necessário que se rejeite totalmente a prática do pecado, pois o que alcança misericórdia é aquele que confessa e deixa (Pv 28.13).

2. Mudança de atitude. O verdadeiro arrependimento resulta em mudança de vida. Pode-se tomar como exemplo o Filho Pródigo. Ele, distante do pai, sem dinheiro ou condições dignas de, inclusive, se alimentar reconheceu seu pecado e resolveu voltar. Confessou suas transgressões ao pai e pediu-lhe perdão. O importante, porém, foi que a oração o levou à ação.

Ele foi, fez tudo o que havia proposto e alcançou misericórdia (Lc 15.11-24). Davi também demonstrou com atos sinceros e profundos o arrependimento, vindo da alma.

3. Renovação interior. Na oração de Davi, pode-se ver que o Senhor já estava trabalhando em seu interior. Observe os desejos de Davi depois de confessar seus pecados e buscar o perdão de Deus:

a) Um espírito voluntário. O que demonstra seu desejo e sua disposição de servir a Deus (v.12).

b) Ensinar os caminhos do Senhor. Assim que se sente perdoado Davi se propõe a falar sobre o quanto Deus fora compassivo e misericordioso com ele, para que mais pecadores (como ele) se convertam de seus caminhos (v.13). Davi não se contenta em apenas desfrutar o seu perdão; ele também quer que o mundo conheça o Deus perdoador.

b) Louvar a Deus. Conhecendo o seu Senhor, Davi sabia que, na situação de pecado em que se encontrava, seus louvores não seriam aceitos. Era necessário que, antes de oferecer sacrifícios, ele se quebrantasse diante de Deus. Só então, estaria livre para louvá-Lo (vv.16,17). 

Deus recebe o louvor dos filhos obedientes, que procuram viver de acordo com a Palavra; a estes Ele denomina verdadeiros adoradores (Jo 4.23). O verdadeiro louvor ao Senhor não está em palavras ou canções, mas primeiramente na vida santa e consagrada e no testemunho do adorador.

c) Prontidão para agradar a Deus. Uma das características mais marcantes de um homem perdoado por Deus é o desejo profundo de agradá-Lo. O próprio Jesus fez alusão a este fato, quando estava em casa de Simão (Lc 7.36-50). 

A motivação maior do serviço do crente no Reino é o fato de ter sido perdoado, isto o constrange a fazer tudo e qualquer coisa para agradar ao Deus que o perdoou e o livrou da morte e do inferno. Por isso, um dos desejos expressos por Davi em sua oração foi o de ser um prestador de serviço para Deus com espírito voluntário.

Deus restaura o pecador que verdadeiramente se arrepende e muda de atitude. 

A oração é um instrumento de comunhão com Deus, inclusive para aquele que a perdeu por causa do pecado. Depois que o homem reconhece que pecou, através da oração sincera, como a do publicano em Lucas 18.10-14, pode confessar seus pecados ao Senhor e pedir-lhe o seu perdão. 

O verdadeiro arrependimento, no entanto, implica na mudança de atitude e conduta daquele que pecou. A orientação amorosa do Senhor Jesus é: “vai-te e não peques mais” (Jo 8.11).

Que Deus nos ajude a alcançar o favor divino em nome de Jesus. Amém!

Jânio Santos de Oliveira


Vi lá no :Estudos Gospel 

Por que estás abatida, ó minha alma?


O salmista estava sendo colocado contra a parede. Seus inimigos lançavam sobre ele suas setas venenosas, perguntando-lhe: "O teu Deus, onde está?". O abatimento da alma foi o resultado desse cerco do adversário. Porém, no miolo da tempestade, o salmista, num solilóquio profundo, pergunta à sua própria alma: "Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?". A resposta vem em seguida: "Espera em Deus, pois eu ainda o louvarei". Se olharmos para os inimigos à volta, ou se focarmos nossos olhos nas circunstâncias, ou mesmo se auscultarmos nossos próprios sentimentos, ficaremos abatidos, porém, se olharmos para Deus, encontraremos esperança e nossos lábios se abrirão para o louvor.

Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sem reclamação

Deveria ser:
Quem reclama sempre alcança.
Mas não é lá de muito bom tom
Pior que o tom mofado
Do rejunte dos ladrilhos e teto do banheiro

Reclamação cansa
Quem quer ficar ouvindo
Sobre quebra galho que deveria durar um dia
E lá se vão dois anos
Mas os caninhos de papelão na janela
Estão dando conta do recado

E quem há de reparar um cabo de vassoura
Escorando um armário acima do tanque
Se eu uso mais a máquina?
E o armário está quase firme

Reclamar desgasta
Feito a ducha no banheiro
Aparada por um balde
Ou a torneira da cozinha que não pára de gotejar

Por isso optei pelo silêncio
Só observo a nova mania de acumulação
Todo tipo de tranqueira
Quem sabe em tanto lixo
Surja algo que precise?
Um facão
Uma foice...

Catharyna Lima

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CRENTES SUPERSTICIOSOS?!


Florescem como cogumelos nos campos, os crentes supersticiosos em nossa nação. O Brasil é um canteiro fértil desse sincretismo religioso que induz os incautos a se agarrem a práticas estranhas à Palavra de Deus. Assim como os judeus ortodoxos esfregam a barba no muro das lamentações, em Jerusalém, e beijam aquelas pedras antigas; muitos crentes colocam um copo de água "ungida" sobre o televisor, ou usam um óleo "orado" pelo missionário, acreditando num poder especial desses objetos. É lamentável como alguns líderes religiosos promovem esse tipo de paganismo na igreja e contribuem para o crescimento dessas práticas supersticiosas. Precisamos voltar para a Palavra e para a simplicidade do Evangelho!


Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O que fazer quando a Palavra não te impacta mais?


Por David Murray


“O que você faz quando a pregação da Palavra não te impacta mais como antigamente?”
Essa é a pergunta que me foi feita recentemente por um jovem sincero que aparenta estar buscando honestamente ao Senhor.
Muitos de nós conseguem se identificar com essa questão por já terem estado nessa situação. Nos lembramos do impacto que os sermões tinham sobre nós no passado – impressões fortes, convicções intensas, ilustrações poderosas – mas agora, nos sentimos como estátuas frias e inanimadas enquanto escutamos aos mesmos pregadores pregando os mesmos sermões. O que deu errado? Isso pode variar para pessoas diferentes, mas deixe-me sugerir algumas possibilidades.
1.     Cansaço
A principal causa para uma escuta improdutiva da Palavra é a fadiga e, até mesmo, a exaustão. Trabalhamos muito e por muito tempo durante a semana. Nos sentamos e nos aquietamos pela primeira vez no Domingo pela manhã e, surpresa, nossas pálpebras começam a pesar como chumbo e nossos corpos começam a escorregar no banco da igreja. Uma hora extra de sono a cada noite pode reviver nossas almas.
2.  Distração 
Sábado à tarde e à noite são bons momentos para resolver pendências da semana e se preparar para a Segunda. Se não fazemos isso no sábado, estaremos fazendo pelo Domingo, mesmo que mentalmente, na igreja.
3. Indisciplina
Se nós não estamos lendo as nossas bíblias e orando de forma regular e disciplinada durante a semana, não podemos realmente esperar que estejamos espiritualmente sintonizados e sensíveis no domingo.
4. Pecado
Como pecados impenitentes formam uma barreira entre nós e Deus, precisamos nos certificar de que não há nada importante em nossas vidas bloqueando a bênção de Deus.
5. O pregador
Pode ser que o pregador esteja pregando uma série de sermões em um livro ou assunto que não se encaixa com as suas necessidades espirituais do momento. Apesar disso testar a nossa paciência, considerar o longo prazo pode mitigar nossa frustração. Não, você não precisa tanto dessas verdades/dessa série agora, mas pode guardar isso na sua mente e coração para quando precisar no futuro. Talvez nós possamos mortificar o nosso egoísmo orando: “Senhor, eu não estou absorvendo nada desse sermões mas estou grato por outros estarem e oro pela sua bênção sobre eles”.
6. Soberania
Deus pode estar testando a nossa fé ao nos deixar experimentar um período de frieza para com a Palavra. Nós andaremos pela fé até mesmo quando não há sentimentos nos ajudando no percurso? Nós escutaremos, confiaremos e obedeceremos mesmo quando não estamos sendo inspirados e movidos pela pregação?
7. Humildade
Deus também pode usar esses períodos para humilhar os nossos corações e nos mostrar quanta dureza ainda há em nós. “Estou ouvindo as mais belas verdades e isso me deixa frio como pedra. O pregador está derramando o seu coração nisso e eu nem posso ter certeza de que tenho um coração”. Essas experiências dolorosas revelam como ainda precisamos trabalhar a santificação dos nossos corações.
8. Encorajamento
O fato de estarmos incomodados com a nossa frieza espiritual é um sinal tranquilizador. Se estamos indiferentes sobre estarmos indiferentes, despreocupados com a nossa falta de preocupação, isso é, de fato, preocupante. Entretanto, o próprio fato de sentirmos e lamentarmos isso no mostra que Deus tem trabalhado em nossos corações. Podemos nos lembrar de quando olhávamos para a Palavra sem um mínimo de vida espiritual e isso não nos incomodava nem um pouco. Que isso nos incomoda agora e nos faz orar por uma transformação de coração revela um coração que já foi soberanamente transformado.
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com | Original aqui

quinta-feira, 4 de abril de 2013

As misericórdias de Deus já se renovaram sobre a sua vida



A
Bíblia diz que a cada manhã Deus renova sobre nós suas misericórdias. E é por causa delas que nós não somos consumidos. Deus tem prazer na misericórdia e é rico em perdoar. Ele não nos trata segundo os nossos pecados. Embora o que merecemos é juízo, ele não nos dá o que merecemos. Ao contrário, concede-nos sua graça e graça é o que Deus nos dá e nós não merecemos.

Hernandes Dias Lopes




quarta-feira, 3 de abril de 2013

Felicidade não é suficiente para mim!


Dona Nelya Werdan, minha mãe, me ensinou a ler aos seis anos. Dela ganhei meu primeiro
livro: “Pedrinho sozinho no mundo”. Eu o tive até meus 40 anos! Mas na minha distante infância, havia poucas opções de livros infantis. Eu esperava meu pai chegar do trabalho com quatro jornais: “O dia”, “O globo” (ainda existem), “A notícia” e “Diário da noite” (que não mais existem). Neles eu lia histórias em quadrinhos: Gabby Hayes, Pafúncio, O reizinho, Os sobrinhos do Capitão (Hans e Fritz), Popeye, Mutt e Jeff, etc. Além dos livros, minha comprava-me gibis. Flecha Ligeira, Flash Gordon, Tom Mix, Hopalong Cassidy, Cavaleiro Negro, Black Diamond, Fantasma, Mandrake, estiveram na minha infância. Peguei gosto pela leitura. Quando terminei o primário tinha lido todas as obras de Monteiro Lobato, que retirava na Biblioteca da Escola Ceará, na rua D. Emília, em Inhaúma, bairro onde fui criado, no Rio de Janeiro.
Já maduro, vez por outra leio algumas tiras em quadrinhos. Gosto do Calvin, um menino de seis anos. Se eu tivesse um filho como ele entraria em parafuso. Recebi, pela Internet, um quadro dele, no melhor estilo de alguns evangélicos, com braço erguido, e expressando-se como alguns evangélicos: “Felicidade não é suficiente para mim! Eu quero é euforia!”.
Uma amiga, cuja amizade me honra, evangelizou o homem com quem se casou. Ele se converteu. Ela, mais madura, começou a buscar uma igreja onde ele, um intelectual, se firmasse, sendo bem alimentado. Foram a uma igreja, mas ele não quis ficar porque a igreja era muito alegre. “Eu morreria de tanta alegria!”, disse ele. O ambiente era artificial, de alegria forçada (“Agora é hora de você dizer ao seu irmão que o ama!” e quejandos – que não tem a ver com queijo). A igreja deve ter sido formatada pelo “Rev. Calvin”…
O culto, para muita gente, só é bom se a pessoa tiver um transe de euforia. Ou sair suada do louvor aeróbico. E o evangelho só funciona se a pessoa for bastante feliz e ganhar muito dinheiro. A fé cristã se tornou uma filosofia hedonista, não um compromisso com Jesus Cristo, de viver sua mensagem e testemunhar dele. Os ideais de muitos cristãos são os mesmos ideais das pessoas sem Cristo: uma vida boa, tranquila e folgada, não uma vida de serviço a Jesus. Ter uma vida boa, tranquila e folgada é muito bom. Mas não é o alvo primeiro da vida de um seguidor de Jesus.
Há um equívoco, hoje, que precisa ser desfeito: Nós não somos chamados à felicidade, mas à lealdade. Quem é leal a Jesus se realiza plenamente. Há crentes com anos de membros de igreja e com uma vida cristã opaca. Nunca se renderam ao Senhor, nem lhe deram sua vida, sua personalidade, seus talentos e bens. Frequentam igreja se der. Têm vidas aguadas porque buscam felicidade (que agora não basta – é preciso euforia, transe no culto) como alvo da vida. Ignoram que felicidade é subproduto da santidade. A pessoa que se rende completamente a Deus, honrando-o na vida, é feliz. O Pr. Youcef quase foi morto por sua fé. No receituário da teologia da prosperidade, ele seria um fracassado. Para o evangelho, um homem realizado. Ele se deu todo a Jesus. Dispunha-se a morrer por ele.
Não busque felicidade. Nem euforia. Seja leal a Jesus. Seja santo. Você descobrirá que “todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). E verá que ser leal a Jesus e ser santo enriquece tanto que nem buscará as outras coisas. Não é de euforia que precisamos. É entrega total à obra de Deus. Aí, que venha o que vier, que não fará diferença. Estaremos realizados.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A presença de Deus em mim


Creio no Espírito Santo, assim diz o Credo Apostólico. Mas, como seria se Ele mesmo não tivesse aberto meus olhos e me habilitado a crer? Eu te adoro, ó Deus Triúno, pois estás presente em minha vida hoje graças a ação e presença do Espírito Santo.

Vieste me encontrar em toda minha sujeira e me lavaste com o sangue do Cordeiro. Iluminaste meus olhos para que eu cresse, atraíste-me de modo irresistível à cruz do Cordeiro. Colocaste laços de amor em mim, e eu, constrangido, arrependi-me.

Hoje estou aqui, lutando com o que restou de mundo em mim. Lutando para não entristecê-lo, para não apagar Tua doce presença em mim.

Eu creio em Ti, ó Espírito de Deus. Tu és o Espírito de Cristo, tão falado em Atos dos Apóstolos. Tu és o Espírito que me deu vida, que me regenerou. Graças à Tua ação, hoje eu vivo novamente. Graças à Tua ação em mim, fui santificado, desarraigado desse mundo tenebroso.

Mas, o que será de mim se não continuares me santificando? Se não me deres condições para perseverar até o fim? Eu preciso de Ti. Preciso de Tua força, de Tua graça, de Tua paz. Levanta-me, socorre-me, fortalece meus braços e minhas pernas para a batalha que tenho que travar contra mim mesmo. Ajuda-me a lutar contra mim!

Eu espero em Ti.

Em nome de Cristo, Jesus,

Amém.

Vi lá no : 



CUIDADO COM A MÁGOA!


A mágoa é a ira congelada. Há pessoas que não explodem diante das tensões da vida e dos conflitos de relacionamentos, mas armazenam os ressentimentos no porão da memória. Com o tempo vai nascendo dentro do coração uma raiz de amargura e esses sentimentos nocivos azedam a alma, perturbando a pessoa que nutre a mágoa, e acaba contaminando quem está à volta. 
A mágoa é ausência de perdão. A mágoa adoece física, emocional e espiritualmente, pois quem não perdoa não tem paz. Quem não perdoa vive no cárcere do ressentimento. 
A mágoa promove a autodestruição. Ferimo-nos a nós mesmos quando nutrimos mágoa no coração. A única porta de escape para esse mal é liberar o perdão. 
O perdão cura, liberta e restaura. 
O perdão é maior do que a mágoa. 
O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração. 
O perdão restaura nosso relacionamento com Deus e com o próximo.

Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Você é a única realidade


Você só fica ciente da sua cabeça, quando ela é atingida, quando está doendo... A menos disso sua cabeça estaria aí, mas você não a sentiria!

Seu estado de saúde é a ausência de dor, de sofrimento... Mas se você está vivendo na forma da dor, se você está vivendo como sofrimento... então deixe que esse seja o critério: tudo que afeta você, incomodando você, é você precisando de cura! Portando cure-se! 


Lembre-se: A realidade não são as coisas externas, a realidade é você. Observe! A chuva pode ser interpretada como benção para o agricultor, e ao mesmo tempo calamidade para o pedreiro. Mas a chuva em si mesma não tem nenhuma realidade. Se não houver alguém para interpretá-la, ela nem mesmo existe. 



Você é sua única realidade! E se sua realidade é o caos, coloque-se em ordem. 



Você tem que encontrar um jeito de viver sem dor, sem sofrimento – saudável!!! Isso é possível apenas quando você abandonar a ideia da dualidade. Não existe a pessoa chata – existe você chateado. Não existe a dificuldade – existe você despreparado... Não existe ninguém para ti fazer raiva se a raiva não for você.


Edson Carmo

 Vi lá no Blog Edson Carmo

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cada um é livre para fazer o que quer

Ouvi esta frase, num programa de televisão: “Cada um é livre para fazer o que quer”. Ela me fez pensar.
O homem é dotado de capacidade de pensar e tomar decisões. É responsável por seus atos. Não se pode impor a alguém uma religião ou uma ideologia, por exemplo. Pais escrupulosos não imporão uma profissão a seus filhos. Respeitarão suas habilidades e o seu pendor. Neste sentido, a frase tem certa razão. Cada um faz o que quer de sua vida, sendo por isso responsável. Neste sentido, a liberdade é plena.
Mas nem sempre somos livres para fazermos o que queremos. Eu gostaria de fazer muitas coisas que simplesmente não posso. Neste sentido, não somos livres para fazer o que queremos. Querer não é poder. Podemos querer coisas que não podemos ter.
Há coisas que não apenas não podemos fazer, mas que não devemos fazer. Um homem pode desejar ter todas as mulheres do mundo, mas ficará no desejo. Alguém disse que Deus é mal humorado porque parte dos dez mandamentos começa com um não. Ele nos proibiu coisas boas que gostaríamos de fazer. Por isso diz uma música popular que “tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda”. As coisas boas são proibidas. Deveríamos poder fazer e ter todas as coisas que gostaríamos. Abaixo as leis, abaixo os conceitos moralistas, abaixo as religiões com suas regrinhas! Viva a anarquia, vivam os desejos, façamos o que queremos e chega de conversa.
Mas isso funciona? Por querer a mulher de Urias o rei Davi planejou a sua morte. Fez o que quis: adulterou e idealizou um assassinato. Mas pagou um preço muito alto pelo que fez. Pode-se fazer o que se quer ou é necessário ter regras? Liberdade é o direito de fazer o que se quer? O que uma pessoa quer e pensa ser seu direito pode ser a transgressão do direito de outra.
Deus colocou tantos não nos dez mandamentos não por mau humor, mas por saber que somos maus, que somos pecadores. É uma incoerência o conceito humanista de que o homem é bom. Se o homem é bom, por que a maldade e tantas desgraças? Dizer que ele é bom e que a sociedade o corrompe é uma incongruência. A sociedade não é pau nem pedra. É gente. A sociedade é a soma das pessoas, que são más. Davi confessou sua maldade inata, quando declarou: “eu nasci em iniquidade” (Sl 51.5). Isso é o que os teólogos chamam de “depravação, a capacidade inata no ser humano de buscar o mal”. O homem não é bom. É pecador. Bem disse Billy Graham, “o homem é exatamente aquilo que a Bíblia diz que ele é”.
Por ser pecador, o homem não pode fazer o que deseja, pensando que assim é livre. Disse Paulo: “o bem que quero, esse não faço; o mal que não quero, esse eu faço” (Rm 7.19). Quando seguimos nossos instintos e paixões, não nos realizamos, mas nos frustramos. Ouvimos a iniquidade, desprezando leis e princípios que orientam a vida, e nos tornamos como os irracionais, que não têm capacidade mental e seguem o instinto. E nos damos mal.
Fazer o que se quer não é ser livre. É ser escravo. Dos instintos. De uma natureza corrompida. Por isso Jesus disse que “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). Não somos livres quando fazemos o que queremos, e regras e princípios não são algemas. Imaginemos um trem que quisesse trafegar fora dos trilhos para poder ser livre. Saísse dos trilhos e entrasse pelo gramado, cheio de flores, alegre e festivo. Ele afundaria, com seu peso. Há um lugar para ele transitar e fora deste lugar ele se imobiliza.
Liberdade não é o direito de se fazer o que se quer. O pensador cristão Elton Trueblood disse que “liberdade não é liberdade para, mas liberdade de”. Somos livres não para fazermos o que queremos, mas somos livres de alguma coisa. Somos livres para sermos o que Deus espera de nós. Como disse Kierkegaard: “Com a graça de Deus serei o que devo ser”. Jesus ilustrou isto muito bem: “se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8.36). Liberdade é a capacidade de poder gerir a sua vida. É a capacidade de viver sem ser escravo de vícios, de paixões vis, de drogas, da ansiedade, do medo do futuro. Desde quando uma pessoa escrava de um pedaço de papel com mato dentro, um cigarro, é livre? Desde quando alguém que não consegue livrar-se de uma garrafa é livre? Livre é a pessoa que pode dizer: “Isto me faz bem e eu aceito. Tenho forças para fazê-lo, mesmo não gostando”. Livre é a pessoa que pode dizer: “Isto é agradável, mas trará más consequências. É bom, mas tenho a capacidade de rejeitar”. Liberdade é o direito de saber usar bem a vida, de discernir entre o que se deve e o que não se deve.
Voltemos a Jesus: “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Ele dá discernimento espiritual e moral para sabermos o que buscar e o que evitar. Ele dá poder para vencer o que é agradável, mas daninho. Ele torna a pessoa livre. Muita gente censura os crentes, dizendo sermos escravos, que não podemos fazer muitas coisas. Não é que não podemos. É que não queremos. Não nos têm valor. Volto à questão do cigarro: é ridículo um adulto chupando sofregamente um mau cheiroso invólucro de papel com mato dentro, sem poder parar de fazê-lo, embora muitas vezes querido fazê-lo. Coisa triste um bêbedo, caído na sarjeta, escravo do álcool. Coisa deprimente e triste um casal se separando, com os filhos prejudicados, por causa da infidelidade conjugal de uma das partes.
Os crentes não vivemos debaixo de regrinhas. Vivemos na liberdade que Cristo nos deu. Ele nos abriu os olhos e capacitou nossa vida para vencermos o mal que desgraça e optarmos pelo bem que exalta.
Você pode ser livre. Pode deixar de fazer o que lhe prejudica e fazer o bem que sabe que deve fazer. Basta confiar em Cristo, fazendo dele seu Senhor, cedendo-lhe sua vida, confiando-lhe a direção do seu viver. Você descobrirá o que Jesus quis dizer com “e conhecereis a verdade e verdade vos libertará”. Jesus é a verdade que liberta. O resto é mentira. Seja livre. Assuma um compromisso com Cristo.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho