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Livro: A Guardiã de Pedras – Série Os Dragões Originais #1
Autor: Cristina Bomfim
396 páginas
4 estrelas
Sinopse
A chama escolhe.
A verdade queima.
No princípio, a Chama Eterna acendeu os céus e, de sua centelha, nasceram os nove Dragões Originais. Desses seres primordiais surgiram nove clãs, cada qual com seu povo, dons e cultura.
Em Ekrateia, o clã do domínio próprio, está Maila; filha de uma longa linhagem de guardiões do templo, ela é destinada a proteger o Livro da Eternidade. Contudo, o que deveria ser uma honra torna-se um verdadeiro fardo. Maila precisa ser impecável — como filha, como guardiã, como futura esposa. E ela tenta. Todos os dias.
Tudo muda quando Ardan, seu amigo de infância e agora rebelde renegado, invade o templo e rouba fragmentos do livro. Para recuperá-los, Maila é lançada em uma jornada pelos nove clãs, onde segredos adormecidos ameaçam ruir a ordem do sistema que ela jurou proteger.
Uma boa história, porém creio que faltou uma escrita mais madura e mais forte. O mundo, as criaturas, os personagens e as leis que regem tudo isso não tiveram o aprofundamento nem a descrição necessários para que tivéssemos uma visão mais clara. Senti falta de emoção nas cenas de ação, em razão de uma narrativa pouco envolvente. Também é possível notar um fio de natureza cristã entrelaçado ao desenvolvimento da história, o que achei muito interessante.
O mundo da história é dividido em clãs, de acordo com os dragões originais. Maila e Ardan eram melhores amigos e pertenciam ao clã Ekrateia. Mais tarde, eles descobrem que Ardan era mestiço e, por isso, é expulso do clã, dando um novo rumo à história.
Anos depois, quando Maila se torna guardiã do templo onde está guardado o Livro da Eternidade, Ardan retorna como um rebelde para roubá-lo, mas consegue levar apenas algumas folhas. Então, Maila parte em seu encalço para recuperá-las.
É assim que ela descobre por que ele precisava do livro e que há muitas coisas escondidas. Algumas são reveladas pelas profecias, mas ainda existe um quebra-cabeça a ser montado para evitar um mal maior. Além disso, ela percebe que seu clã não era tudo aquilo que imaginava.
Nesse mundo, os dragões se transformam em humanos, e os humanos recebem diferentes tipos de poder, chamados drigon. Ao atingirem certa idade, eles recebem seu dragão e seu drigon, que pode ser mais de um.
É um livro rico em ideias, mas pobre em explicações. Como é uma obra voltada para leitores a partir de 14 anos, talvez a autora tenha preferido manter tudo mais simples, sem aprofundar muitos elementos do universo.
E foi isso.
Bjoo.


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