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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sem reclamação

Deveria ser:
Quem reclama sempre alcança.
Mas não é lá de muito bom tom
Pior que o tom mofado
Do rejunte dos ladrilhos e teto do banheiro

Reclamação cansa
Quem quer ficar ouvindo
Sobre quebra galho que deveria durar um dia
E lá se vão dois anos
Mas os caninhos de papelão na janela
Estão dando conta do recado

E quem há de reparar um cabo de vassoura
Escorando um armário acima do tanque
Se eu uso mais a máquina?
E o armário está quase firme

Reclamar desgasta
Feito a ducha no banheiro
Aparada por um balde
Ou a torneira da cozinha que não pára de gotejar

Por isso optei pelo silêncio
Só observo a nova mania de acumulação
Todo tipo de tranqueira
Quem sabe em tanto lixo
Surja algo que precise?
Um facão
Uma foice...

Catharyna Lima

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CRENTES SUPERSTICIOSOS?!


Florescem como cogumelos nos campos, os crentes supersticiosos em nossa nação. O Brasil é um canteiro fértil desse sincretismo religioso que induz os incautos a se agarrem a práticas estranhas à Palavra de Deus. Assim como os judeus ortodoxos esfregam a barba no muro das lamentações, em Jerusalém, e beijam aquelas pedras antigas; muitos crentes colocam um copo de água "ungida" sobre o televisor, ou usam um óleo "orado" pelo missionário, acreditando num poder especial desses objetos. É lamentável como alguns líderes religiosos promovem esse tipo de paganismo na igreja e contribuem para o crescimento dessas práticas supersticiosas. Precisamos voltar para a Palavra e para a simplicidade do Evangelho!


Hernandes Dias Lopes

sábado, 18 de maio de 2013

Neymar se hospeda na casa de amiga de Bruna Marquezine


Foi o título do torpedo que a Tim que me enviou. Para saber mais, eu deveria acessar um endereço virtual, por R$ 0,50 ao dia. Sei que o que interessa à Tim é dinheiro. Mas me senti ofendido. Pensei comigo: “Esses camaradas acham que eu me interesso por esse lixo informativo?”. Há quem se interessa, eu sei. Para um bicho de goiaba, o mundo todo é uma goiaba. Seus horizontes são pequenos.
O mundo está emburrecendo. Cada vez mais medíocre. Outro dia perdi cinco minutos lendo comentários, na Internet, sobre um assunto leve: futebol. Quantas ofensas! Há quem o veja como sagrado! Quanta tolice! Assassinaram a língua portuguesa! A pessoa não é culpada nem deve ser diminuída por não ter estudo. Mas se acessa a Internet, deve saber que “você” não se escreve com ç. A pedagogia “nóis pega os pexe” triunfou!
Em inversão, zomba-se da pessoa que estuda (“É metida!”) e exalta-se a ignorância. Valem a superficialidade, o nada, o vazio. É a “nadez”.
Lembrei-me de um homem que me disse que “assistiu” o culto na igreja que eu pastoreava. Mas não gostou. Isso me foi irrelevante. O culto não foi para ele. Foi para Deus. A razão do desgosto foi que eu ensinei a Bíblia, e falei de Jesus, e ele não precisava disso. Precisava de palavras de entusiasmo e de testemunhos de pessoas vitoriosas. A igreja que eu servia continuou a crescer, organizou outras, seus membros se firmaram na Palavra e seguiram a vida com entusiasmo. Revi o homem, tempo depois, bêbado como peru perto da degola. Deu-me pena! Que lástima! Se tivesse ouvido a Bíblia, agasalhado seu ensino, e preferido Jesus ao testemunho de homens bem sucedidos sobre como ganhar dinheiro, não estaria assim. A verdade espiritual está na Bíblia, não em palavras de ordem no culto.
O torpedo da Tim lembrou-me dele. E de muitos crentes que querem trivialidades espirituais. Mas o culto não é show. Minha preocupação, como pregador, não é fazer as pessoas se sentirem bem, mas anunciar-lhes o conselho de Deus. Quem ouve a Palavra e a cumpre se realiza. A trivialidade espiritual tem gerado cristãos nanicos, que se retraem à primeira crise. Que se abespinham à primeira contrariedade. São sempre frustrados, problemáticos e pulam de igreja em igreja. Sua preocupação não é conhecer a vontade de Deus, mas sentirem-se bem. Importa-lhes, como num show, o que vai acontecer nos próximos minutos, e não o que Deus tem a lhes dizer. Gostam mais de mantras religioso que da Palavra de Deus.
Sem vaidade: se você quer saber da vida do Neymar (isto é, quer novidades irrelevantes), a Central não é igreja para você. Mas se deseja saber o que Deus revelou nas Escrituras, se quer ouvir do Cristo Crucificado, poder de Deus para salvação de todo o que crê, e se deseja participar de um culto voltado para Deus e não para o homem, talvez você goste. Esta é nossa linha.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 19.5.13

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O que fazer quando a Palavra não te impacta mais?


Por David Murray


“O que você faz quando a pregação da Palavra não te impacta mais como antigamente?”
Essa é a pergunta que me foi feita recentemente por um jovem sincero que aparenta estar buscando honestamente ao Senhor.
Muitos de nós conseguem se identificar com essa questão por já terem estado nessa situação. Nos lembramos do impacto que os sermões tinham sobre nós no passado – impressões fortes, convicções intensas, ilustrações poderosas – mas agora, nos sentimos como estátuas frias e inanimadas enquanto escutamos aos mesmos pregadores pregando os mesmos sermões. O que deu errado? Isso pode variar para pessoas diferentes, mas deixe-me sugerir algumas possibilidades.
1.     Cansaço
A principal causa para uma escuta improdutiva da Palavra é a fadiga e, até mesmo, a exaustão. Trabalhamos muito e por muito tempo durante a semana. Nos sentamos e nos aquietamos pela primeira vez no Domingo pela manhã e, surpresa, nossas pálpebras começam a pesar como chumbo e nossos corpos começam a escorregar no banco da igreja. Uma hora extra de sono a cada noite pode reviver nossas almas.
2.  Distração 
Sábado à tarde e à noite são bons momentos para resolver pendências da semana e se preparar para a Segunda. Se não fazemos isso no sábado, estaremos fazendo pelo Domingo, mesmo que mentalmente, na igreja.
3. Indisciplina
Se nós não estamos lendo as nossas bíblias e orando de forma regular e disciplinada durante a semana, não podemos realmente esperar que estejamos espiritualmente sintonizados e sensíveis no domingo.
4. Pecado
Como pecados impenitentes formam uma barreira entre nós e Deus, precisamos nos certificar de que não há nada importante em nossas vidas bloqueando a bênção de Deus.
5. O pregador
Pode ser que o pregador esteja pregando uma série de sermões em um livro ou assunto que não se encaixa com as suas necessidades espirituais do momento. Apesar disso testar a nossa paciência, considerar o longo prazo pode mitigar nossa frustração. Não, você não precisa tanto dessas verdades/dessa série agora, mas pode guardar isso na sua mente e coração para quando precisar no futuro. Talvez nós possamos mortificar o nosso egoísmo orando: “Senhor, eu não estou absorvendo nada desse sermões mas estou grato por outros estarem e oro pela sua bênção sobre eles”.
6. Soberania
Deus pode estar testando a nossa fé ao nos deixar experimentar um período de frieza para com a Palavra. Nós andaremos pela fé até mesmo quando não há sentimentos nos ajudando no percurso? Nós escutaremos, confiaremos e obedeceremos mesmo quando não estamos sendo inspirados e movidos pela pregação?
7. Humildade
Deus também pode usar esses períodos para humilhar os nossos corações e nos mostrar quanta dureza ainda há em nós. “Estou ouvindo as mais belas verdades e isso me deixa frio como pedra. O pregador está derramando o seu coração nisso e eu nem posso ter certeza de que tenho um coração”. Essas experiências dolorosas revelam como ainda precisamos trabalhar a santificação dos nossos corações.
8. Encorajamento
O fato de estarmos incomodados com a nossa frieza espiritual é um sinal tranquilizador. Se estamos indiferentes sobre estarmos indiferentes, despreocupados com a nossa falta de preocupação, isso é, de fato, preocupante. Entretanto, o próprio fato de sentirmos e lamentarmos isso no mostra que Deus tem trabalhado em nossos corações. Podemos nos lembrar de quando olhávamos para a Palavra sem um mínimo de vida espiritual e isso não nos incomodava nem um pouco. Que isso nos incomoda agora e nos faz orar por uma transformação de coração revela um coração que já foi soberanamente transformado.
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com | Original aqui

quinta-feira, 4 de abril de 2013

As misericórdias de Deus já se renovaram sobre a sua vida



A
Bíblia diz que a cada manhã Deus renova sobre nós suas misericórdias. E é por causa delas que nós não somos consumidos. Deus tem prazer na misericórdia e é rico em perdoar. Ele não nos trata segundo os nossos pecados. Embora o que merecemos é juízo, ele não nos dá o que merecemos. Ao contrário, concede-nos sua graça e graça é o que Deus nos dá e nós não merecemos.

Hernandes Dias Lopes




quarta-feira, 3 de abril de 2013

Felicidade não é suficiente para mim!


Dona Nelya Werdan, minha mãe, me ensinou a ler aos seis anos. Dela ganhei meu primeiro
livro: “Pedrinho sozinho no mundo”. Eu o tive até meus 40 anos! Mas na minha distante infância, havia poucas opções de livros infantis. Eu esperava meu pai chegar do trabalho com quatro jornais: “O dia”, “O globo” (ainda existem), “A notícia” e “Diário da noite” (que não mais existem). Neles eu lia histórias em quadrinhos: Gabby Hayes, Pafúncio, O reizinho, Os sobrinhos do Capitão (Hans e Fritz), Popeye, Mutt e Jeff, etc. Além dos livros, minha comprava-me gibis. Flecha Ligeira, Flash Gordon, Tom Mix, Hopalong Cassidy, Cavaleiro Negro, Black Diamond, Fantasma, Mandrake, estiveram na minha infância. Peguei gosto pela leitura. Quando terminei o primário tinha lido todas as obras de Monteiro Lobato, que retirava na Biblioteca da Escola Ceará, na rua D. Emília, em Inhaúma, bairro onde fui criado, no Rio de Janeiro.
Já maduro, vez por outra leio algumas tiras em quadrinhos. Gosto do Calvin, um menino de seis anos. Se eu tivesse um filho como ele entraria em parafuso. Recebi, pela Internet, um quadro dele, no melhor estilo de alguns evangélicos, com braço erguido, e expressando-se como alguns evangélicos: “Felicidade não é suficiente para mim! Eu quero é euforia!”.
Uma amiga, cuja amizade me honra, evangelizou o homem com quem se casou. Ele se converteu. Ela, mais madura, começou a buscar uma igreja onde ele, um intelectual, se firmasse, sendo bem alimentado. Foram a uma igreja, mas ele não quis ficar porque a igreja era muito alegre. “Eu morreria de tanta alegria!”, disse ele. O ambiente era artificial, de alegria forçada (“Agora é hora de você dizer ao seu irmão que o ama!” e quejandos – que não tem a ver com queijo). A igreja deve ter sido formatada pelo “Rev. Calvin”…
O culto, para muita gente, só é bom se a pessoa tiver um transe de euforia. Ou sair suada do louvor aeróbico. E o evangelho só funciona se a pessoa for bastante feliz e ganhar muito dinheiro. A fé cristã se tornou uma filosofia hedonista, não um compromisso com Jesus Cristo, de viver sua mensagem e testemunhar dele. Os ideais de muitos cristãos são os mesmos ideais das pessoas sem Cristo: uma vida boa, tranquila e folgada, não uma vida de serviço a Jesus. Ter uma vida boa, tranquila e folgada é muito bom. Mas não é o alvo primeiro da vida de um seguidor de Jesus.
Há um equívoco, hoje, que precisa ser desfeito: Nós não somos chamados à felicidade, mas à lealdade. Quem é leal a Jesus se realiza plenamente. Há crentes com anos de membros de igreja e com uma vida cristã opaca. Nunca se renderam ao Senhor, nem lhe deram sua vida, sua personalidade, seus talentos e bens. Frequentam igreja se der. Têm vidas aguadas porque buscam felicidade (que agora não basta – é preciso euforia, transe no culto) como alvo da vida. Ignoram que felicidade é subproduto da santidade. A pessoa que se rende completamente a Deus, honrando-o na vida, é feliz. O Pr. Youcef quase foi morto por sua fé. No receituário da teologia da prosperidade, ele seria um fracassado. Para o evangelho, um homem realizado. Ele se deu todo a Jesus. Dispunha-se a morrer por ele.
Não busque felicidade. Nem euforia. Seja leal a Jesus. Seja santo. Você descobrirá que “todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). E verá que ser leal a Jesus e ser santo enriquece tanto que nem buscará as outras coisas. Não é de euforia que precisamos. É entrega total à obra de Deus. Aí, que venha o que vier, que não fará diferença. Estaremos realizados.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A presença de Deus em mim


Creio no Espírito Santo, assim diz o Credo Apostólico. Mas, como seria se Ele mesmo não tivesse aberto meus olhos e me habilitado a crer? Eu te adoro, ó Deus Triúno, pois estás presente em minha vida hoje graças a ação e presença do Espírito Santo.

Vieste me encontrar em toda minha sujeira e me lavaste com o sangue do Cordeiro. Iluminaste meus olhos para que eu cresse, atraíste-me de modo irresistível à cruz do Cordeiro. Colocaste laços de amor em mim, e eu, constrangido, arrependi-me.

Hoje estou aqui, lutando com o que restou de mundo em mim. Lutando para não entristecê-lo, para não apagar Tua doce presença em mim.

Eu creio em Ti, ó Espírito de Deus. Tu és o Espírito de Cristo, tão falado em Atos dos Apóstolos. Tu és o Espírito que me deu vida, que me regenerou. Graças à Tua ação, hoje eu vivo novamente. Graças à Tua ação em mim, fui santificado, desarraigado desse mundo tenebroso.

Mas, o que será de mim se não continuares me santificando? Se não me deres condições para perseverar até o fim? Eu preciso de Ti. Preciso de Tua força, de Tua graça, de Tua paz. Levanta-me, socorre-me, fortalece meus braços e minhas pernas para a batalha que tenho que travar contra mim mesmo. Ajuda-me a lutar contra mim!

Eu espero em Ti.

Em nome de Cristo, Jesus,

Amém.

Vi lá no : 



CUIDADO COM A MÁGOA!


A mágoa é a ira congelada. Há pessoas que não explodem diante das tensões da vida e dos conflitos de relacionamentos, mas armazenam os ressentimentos no porão da memória. Com o tempo vai nascendo dentro do coração uma raiz de amargura e esses sentimentos nocivos azedam a alma, perturbando a pessoa que nutre a mágoa, e acaba contaminando quem está à volta. 
A mágoa é ausência de perdão. A mágoa adoece física, emocional e espiritualmente, pois quem não perdoa não tem paz. Quem não perdoa vive no cárcere do ressentimento. 
A mágoa promove a autodestruição. Ferimo-nos a nós mesmos quando nutrimos mágoa no coração. A única porta de escape para esse mal é liberar o perdão. 
O perdão cura, liberta e restaura. 
O perdão é maior do que a mágoa. 
O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração. 
O perdão restaura nosso relacionamento com Deus e com o próximo.

Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Você é a única realidade


Você só fica ciente da sua cabeça, quando ela é atingida, quando está doendo... A menos disso sua cabeça estaria aí, mas você não a sentiria!

Seu estado de saúde é a ausência de dor, de sofrimento... Mas se você está vivendo na forma da dor, se você está vivendo como sofrimento... então deixe que esse seja o critério: tudo que afeta você, incomodando você, é você precisando de cura! Portando cure-se! 


Lembre-se: A realidade não são as coisas externas, a realidade é você. Observe! A chuva pode ser interpretada como benção para o agricultor, e ao mesmo tempo calamidade para o pedreiro. Mas a chuva em si mesma não tem nenhuma realidade. Se não houver alguém para interpretá-la, ela nem mesmo existe. 



Você é sua única realidade! E se sua realidade é o caos, coloque-se em ordem. 



Você tem que encontrar um jeito de viver sem dor, sem sofrimento – saudável!!! Isso é possível apenas quando você abandonar a ideia da dualidade. Não existe a pessoa chata – existe você chateado. Não existe a dificuldade – existe você despreparado... Não existe ninguém para ti fazer raiva se a raiva não for você.


Edson Carmo

 Vi lá no Blog Edson Carmo

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cada um é livre para fazer o que quer

Ouvi esta frase, num programa de televisão: “Cada um é livre para fazer o que quer”. Ela me fez pensar.
O homem é dotado de capacidade de pensar e tomar decisões. É responsável por seus atos. Não se pode impor a alguém uma religião ou uma ideologia, por exemplo. Pais escrupulosos não imporão uma profissão a seus filhos. Respeitarão suas habilidades e o seu pendor. Neste sentido, a frase tem certa razão. Cada um faz o que quer de sua vida, sendo por isso responsável. Neste sentido, a liberdade é plena.
Mas nem sempre somos livres para fazermos o que queremos. Eu gostaria de fazer muitas coisas que simplesmente não posso. Neste sentido, não somos livres para fazer o que queremos. Querer não é poder. Podemos querer coisas que não podemos ter.
Há coisas que não apenas não podemos fazer, mas que não devemos fazer. Um homem pode desejar ter todas as mulheres do mundo, mas ficará no desejo. Alguém disse que Deus é mal humorado porque parte dos dez mandamentos começa com um não. Ele nos proibiu coisas boas que gostaríamos de fazer. Por isso diz uma música popular que “tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorda”. As coisas boas são proibidas. Deveríamos poder fazer e ter todas as coisas que gostaríamos. Abaixo as leis, abaixo os conceitos moralistas, abaixo as religiões com suas regrinhas! Viva a anarquia, vivam os desejos, façamos o que queremos e chega de conversa.
Mas isso funciona? Por querer a mulher de Urias o rei Davi planejou a sua morte. Fez o que quis: adulterou e idealizou um assassinato. Mas pagou um preço muito alto pelo que fez. Pode-se fazer o que se quer ou é necessário ter regras? Liberdade é o direito de fazer o que se quer? O que uma pessoa quer e pensa ser seu direito pode ser a transgressão do direito de outra.
Deus colocou tantos não nos dez mandamentos não por mau humor, mas por saber que somos maus, que somos pecadores. É uma incoerência o conceito humanista de que o homem é bom. Se o homem é bom, por que a maldade e tantas desgraças? Dizer que ele é bom e que a sociedade o corrompe é uma incongruência. A sociedade não é pau nem pedra. É gente. A sociedade é a soma das pessoas, que são más. Davi confessou sua maldade inata, quando declarou: “eu nasci em iniquidade” (Sl 51.5). Isso é o que os teólogos chamam de “depravação, a capacidade inata no ser humano de buscar o mal”. O homem não é bom. É pecador. Bem disse Billy Graham, “o homem é exatamente aquilo que a Bíblia diz que ele é”.
Por ser pecador, o homem não pode fazer o que deseja, pensando que assim é livre. Disse Paulo: “o bem que quero, esse não faço; o mal que não quero, esse eu faço” (Rm 7.19). Quando seguimos nossos instintos e paixões, não nos realizamos, mas nos frustramos. Ouvimos a iniquidade, desprezando leis e princípios que orientam a vida, e nos tornamos como os irracionais, que não têm capacidade mental e seguem o instinto. E nos damos mal.
Fazer o que se quer não é ser livre. É ser escravo. Dos instintos. De uma natureza corrompida. Por isso Jesus disse que “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). Não somos livres quando fazemos o que queremos, e regras e princípios não são algemas. Imaginemos um trem que quisesse trafegar fora dos trilhos para poder ser livre. Saísse dos trilhos e entrasse pelo gramado, cheio de flores, alegre e festivo. Ele afundaria, com seu peso. Há um lugar para ele transitar e fora deste lugar ele se imobiliza.
Liberdade não é o direito de se fazer o que se quer. O pensador cristão Elton Trueblood disse que “liberdade não é liberdade para, mas liberdade de”. Somos livres não para fazermos o que queremos, mas somos livres de alguma coisa. Somos livres para sermos o que Deus espera de nós. Como disse Kierkegaard: “Com a graça de Deus serei o que devo ser”. Jesus ilustrou isto muito bem: “se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (Jo 8.36). Liberdade é a capacidade de poder gerir a sua vida. É a capacidade de viver sem ser escravo de vícios, de paixões vis, de drogas, da ansiedade, do medo do futuro. Desde quando uma pessoa escrava de um pedaço de papel com mato dentro, um cigarro, é livre? Desde quando alguém que não consegue livrar-se de uma garrafa é livre? Livre é a pessoa que pode dizer: “Isto me faz bem e eu aceito. Tenho forças para fazê-lo, mesmo não gostando”. Livre é a pessoa que pode dizer: “Isto é agradável, mas trará más consequências. É bom, mas tenho a capacidade de rejeitar”. Liberdade é o direito de saber usar bem a vida, de discernir entre o que se deve e o que não se deve.
Voltemos a Jesus: “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Ele dá discernimento espiritual e moral para sabermos o que buscar e o que evitar. Ele dá poder para vencer o que é agradável, mas daninho. Ele torna a pessoa livre. Muita gente censura os crentes, dizendo sermos escravos, que não podemos fazer muitas coisas. Não é que não podemos. É que não queremos. Não nos têm valor. Volto à questão do cigarro: é ridículo um adulto chupando sofregamente um mau cheiroso invólucro de papel com mato dentro, sem poder parar de fazê-lo, embora muitas vezes querido fazê-lo. Coisa triste um bêbedo, caído na sarjeta, escravo do álcool. Coisa deprimente e triste um casal se separando, com os filhos prejudicados, por causa da infidelidade conjugal de uma das partes.
Os crentes não vivemos debaixo de regrinhas. Vivemos na liberdade que Cristo nos deu. Ele nos abriu os olhos e capacitou nossa vida para vencermos o mal que desgraça e optarmos pelo bem que exalta.
Você pode ser livre. Pode deixar de fazer o que lhe prejudica e fazer o bem que sabe que deve fazer. Basta confiar em Cristo, fazendo dele seu Senhor, cedendo-lhe sua vida, confiando-lhe a direção do seu viver. Você descobrirá o que Jesus quis dizer com “e conhecereis a verdade e verdade vos libertará”. Jesus é a verdade que liberta. O resto é mentira. Seja livre. Assuma um compromisso com Cristo.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sem Solução


Se eu escrevesse e você entendesse
A rima acabaria e problema resolvido

Se eu escrevesse e você não entendesse
A rima ficaria e não acabaria
Pois continuaria na rima
Feito trem que descarrila

Se eu não escrever, você não vai ler
Não haverá problema para resolver
Pois você não vai ver e nem saber
Quanto faz meu coração doer

Catharyna Lima