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sábado, 31 de outubro de 2015

Desejo

 Desejo o vazio
O oco
O nada

Desejo silêncio
O mudo
O surdo

Desejo a morte
A sorte
Ser forte

Desejo
E faço a troca
Agora

Chega de dor
Dor que preenche
Tudo

Gritos desesperados
Na mente
No coração

Chega de dor
Desejo o vazio
O silêncio
A morte da dor


Bjoo




sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Instrumentos Mortais

Desde novinha (lá vai tempo nisso!) sempre gostei de ler, inclusive já foi tema de briga com meu pai, pois minha mesada, que não era lá aquelas coisas, era só para livro.

Depois que casei reduzi um pouco a leitura, recém-casada… pois é!
Aí vieram os filhos, a casa, artesanato, minha segunda paixão, e, um cansaço constante. Sempre dormir pouco, cerca de 4 h por noite, nunca, nunca de dia. Sendo assim, os livros se perderam no tempo. Até que um dia eu lembrei deles, sem filhos pequenos pra cuidar, agora só netinha pra babar, o prazer teve seu espaço outra vez.

Leio tanto livro físico, quanto digital, não importa. Tá bom… confesso, prefiro o livro físico, mas outra confissão é que quando estou lendo, pouco importa, porque o livro sempre me tira de onde estou, bem, quase sempre.

Esse ano, li livros ótimos, bons, ruins e aqueles que não teve jeito, abandonei – coisa que não gosto de fazer, mas com tanto livro para ler, ficar enrolando em um que não vale a pena, é perda de tempo.

Tenho preferência por fantasia e ficção, amo uma mentirada bem contada. Mas tenho uma veia romântica pulsante, de preferência por romance de época. Mas leio de quase tudo, mas tento evitar biografia e relatos de judeus, esse último então me leva a tristeza profunda, por isso evito.

Quero apresentar agora uma série que li no final do ano passado. Uma série teen, leve e uma gostosa distração. A autora escreve de forma leve e cria vínculos com os personagens e a leitura flui. São seis livros que dá para ler facilmente em menos de uma semana. Estou falando de Instrumentos Mortais de Cassandra Clare, que aliás o filme NÃO tem nada a ver com livro, por favor! O filme é um lixo!!!


Se optar por essa leitura, prepare-se para se apaixonar!




1 - Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.


2 - Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace.

Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai?
Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações


3 - Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe



4 - A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.


5 - Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido?


6 - ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando.


Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.

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Amei fazer essa leitura, apesar de ser teen. A vida não precisa se pesada nem difícil, pelo menos na leitura. E eu me dou ao luxo de ler o que quero sem me importar com a opinião dos outros.
Bjoo

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Mudanças

Esse ano aconteceu muita coisa e também não aconteceu nada, vai entender!
Estive meio encolhida, olhando, observando e pensando. Foi um ano de sentir, refletir. Tudo banhado com grandes ou fortes emoções.
Às vezes muitas coisas na cabeça nos deixam com um vazio, não, um vácuo. 
Fiquei suspensa pelo coração e prendi a respiração para não sentir tanta dor. 
Guardei meu coração em Cristo para conseguir caminhar e minha companhia foram os livros, lugar onde me escondi, sonhei, amei, sorri, chorei, viajei e vivi. Vivi muitas vidas e realizei sonhos. 
Livros é o melhor lugar para se viver, bem, há livros e livros né?! Mas o bom deles é que se a gente não gostar pode parar e deixá-lo de lado.
Estou dizendo tudo isso porque pretendo dar um reformulada no blog. Quero colocar o momento que estou vivendo, mas ainda continuará sendo Janise, Com ou Sem Crise, porque assim sou eu.
Peço desculpa para quem aparece por aqui.
O que nos move é a esperança, os sonhos, quando um falha, o outro entra em ação e os livros estão sempre nos mostrando isso.

Bjoo

Janise, Com ou Sem Crise


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Testamento

Não sei quanto tempo me resta
Faço agora o meu testamento
Não quero ser pega de surpresa
Pensando melhor, não tem jeito!
Bem, não quero conflitos depois da minha partida
Por isso reparto assim os meus bens
Minhas raivas, mágoas e tristezas
Levo comigo
Não deixo para ninguém
Lembranças, saudade e falta
Deixo um pouquinho para cada um que me ama
Mas só um pouquinho
Meu amor, sorrisos e alegrias
Deixo para todos que me conheceram
Até para os que de mim não gostaram
O bem e o mal que fiz
Também levo comigo
Não, pensando melhor...
O bem eu deixo, deixo para quem eu fiz bem
Para que possa passar adiante
Quanto ao material
As coisas pequenas
Que nenhum parente ou amigo
Fique com nada
Que tudo seja doado
Não quero me transformar em objeto do passado
Coisa para se debruçar e chorar
As coisas materiais de mais valor
Que sejam vendidas
E o valor dividido para os com quem convivi
A minha família mais chegada
Repito, não quero virar objeto do passado
Quero viver na memória
Mesmo assim só de vez em quando
Trazendo nos lábios um sorriso
E no coração a alegria
Não quero velório
Ninguém chorando
Vivi o que tinha que viver e pronto
Que ninguém seja deus do meu tempo
Vou descansar nos braços do Pai
Disso eu tenho certeza
Por isso, logo que possível
Aceite que eu seja feliz
Não seja egoísta
Querendo tirar de mim a oportunidade de ser feliz
Vou morrer, mas vou viver para sempre
Com meu Salvador

Catharyna Lima



EM BUSCA DAS PALAVRAS CERTAS


Há momentos em que precisamos de palavras que nos animem.
Diante de uma doença, em nosso corpo ou no corpo de uma pessoa querida, precisamos de palavras que nos estimulem a lutar pela vida.
Há momentos em que precisamos de palavras que nos despertem.
Diante do erro em que nos metemos ou dos caminhos equivocados que nos soam como bons, precisamos de palavras que nos mostrem melhores itinerários.
Há momentos em que precisamos de palavras que nos confortem.
Diante da perda de uma pessoa que era parte de nossa história, dilacerada agora por sua presença esculpida com a certeza dolorosa da saudade, precisamos de palavras que colham as nossas lágrimas. 
Há momentos em que precisamos de palavras que nos alegrem.
Diante de uma festa, para celebrar um nascimento, um aniversário, um casamento, uma vitória, precisamos de palavras que se juntem à nossa celebração.
Dizer essas palavras exige de nós um coração que se importa com a vida do outro, que não se alimenta de palavras feitas, mas de palavras produzidas pelo sentimento verdadeiro.
Dizer palavras verdadeiras exige de nós sabedoria para aparar a sedução dos excessos e conter a tentação das mentiras.
Palavras que animam, despertam, confortem ou alegrem não podem doer, amargurar ou matar.
Por isto, em muitos casos, nossas palavras para estas pessoas precisam ser mínimas ou mesmo nenhumas, porque simplesmente substituídas por abraços generosos.
Antes de lhes falar, precisamos pensar as palavras que vamos dizer. Para pensar palavras que tragam vida, precisamos orar, pedindo a Deus sabedoria, coragem, solidariedade e alegria.

Desejo-lhe um BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Quase

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. 

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." 

Sarah Westphal

Eu vi no : Eu Amo Ler

sábado, 6 de julho de 2013

A Oração Que Conduz ao Perdão

1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
2 - Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.
3 - Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
4 - Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.
5 - Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.
6 - Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.
7 - Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.
 8 - Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
9 - Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades.
10 - Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.
11 - Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.
12 - Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário.
13 - Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão. Salmo 51.1-13 

Um espírito quebrantado em oração é um poderoso instrumento para restaurar a comunhão com Deus.

Davi foi um homem que certamente amava a Palavra de Deus e a oração, porém ele não era imune à tentação e ao pecado. No auge do seu reinado transgrediu a Lei do Senhor cometendo um adultério e um assassinato. Todavia, depois de ser advertido pelo profeta Natã reconheceu a sua iniqüidade e transgressão: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 2.13). Davi trilhou o caminho que todo pecador deve percorrer para ser restaurado: arrependimento, confissão do pecado e abandono da prática.

Perdão: [Do gr. aphesis]. “Perdoar ou remir os pecados de alguém”.

A oração é o modo pelo qual o homem fala com Deus e coloca diante d`Ele suas alegrias, tristezas, necessidades, anseios, enfim, tudo o que aflige sua alma. Quando se peca, é através da oração que se chega a Deus para confessar as culpas e pedir-lhe o seu perdão.

A oração que Davi fez, logo após ser confrontado pelo profeta Natã a respeito de seu adultério (com Bate-Seba) seguido de assassinato (de Urias), é um exemplo do que se deve fazer ao pecar, a fim de alcançar misericórdia diante de Deus.

I. O PECADO NOS AFASTA DE DEUS
1. O pecado afronta a Deus. Pecado é a transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. O pecado afronta o Caráter de Deus e a sua Santidade.

Esta falta de conformidade com a lei moral de Deus é rebelião; quem usa dessa prática se distancia da comunhão com Deus, que, por hipótese alguma, comunga com o pecado ou com alguém que permanece nesse estado. Davi pecou gravemente e permaneceu em pecado até que, advertido peio profeta, se arrependeu e suplicou ao Senhor o perdão.

2. As conseqüências do pecado. Os relatos do rei Davi evidenciam que o pecado entristece o Espírito Santo e causa separação entre Deus e o homem (Is 59.2). Foi esse afastamento de Deus que Davi viveu. A única maneira de o crente manter comunhão com Deus, por meio do seu Espírito Santo, é andar segundo a sua vontade (Rm 8.1,2,8,9,13,14).

3. Consciência do pecado. A expressão que Davi usou para rogar a Deus a sua purificação, revela o reconhecimento do seu estado de impureza moral, pois havia cometido delitos contra a santidade de Deus e à sua Lei.

Ao pedir a Deus que o limpasse com hissopo (v.7), ele revela que se havia contaminado tal qual um leproso ou alguém que havia tocado em um morto; símbolos de impureza máxima em sua época (Lv 14; Nm 19.16-19). 

O pecado destrói a paz com Deus, e a falta dessa paz, como decorrência do pecado, é como um sinal vermelho, a fim de que o crente pare imediatamente e volte-se para Deus em oração. É preciso que se arrependa, confesse o seu pecado e abandone-o, e pela fé em Cristo, e por Ele, receba o perdão de Deus (1 Jo 1.7-9).

O pecado afronta a Deus, entristece o Espírito Santo e causa separação entre Deus e o homem.

II. CONFISSÃO E PERDÃO
1. Reconhecer e confessar o pecado. Ao pecar, Davi não considerou as conseqüências de seus atos. No entanto, assim que caiu em si como pecador, reconheceu a gravidade dos seus pecados cometidos e a necessidade de confessá-los, para, em seguida, pedir perdão. Todo ser humano deve saber que aquele que “encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

O rei sabia que seu pecado era, em primeiro lugar, contra o próprio Deus (v.4). No Salmo 32, Davi mostra o dever e a necessidade de reconhecer e de confessar o pecado a Deus (Sl 32.1-5) e expressa a certeza do perdão do Senhor (v.5).

2. Conhecendo o caráter de Deus (vv.6,16). Davi conhecia a Deus e sabia que só homens limpos de mãos e puros de coração entram no santuário (Sl 24.3,4). Seus salmos revelam que ele conhecia a Deus pessoalmente e tinha um relacionamento íntimo com o Senhor.

3. O afastamento de Deus. Como todo o crente que desobedece às ordenanças divinas, Davi estava sentindo a angústia resultante da falta de comunhão com Deus. 
O pecado era como um muro, que o impedia de ver e sentir a presença de Deus. Para um homem acostumado à comunhão com o Criador, o vazio provocado pela falta desta doía como um corpo com os ossos quebrados (v.8); a tristeza havia tomado conta de seu ser.

Para receber o perdão divino, o pecador deve reconhecer confessar e abandonar o pecado.

III. A RESTAURAÇÃO DO PECADOR
1. Arrependimento e contrição. Davi tinha consciência do seu pecado. Porém, sabia que Deus está sempre disposto a perdoar todo homem que, com o coração arrependido, volta-se para Ele, confessando as suas culpas e rejeitando-as, por meio da oração espontânea e sincera (Pv 28.13). 

O perdão divino está à disposição de todos os pecadores que, arrependidos, confessam a Deus os seus pecados e aceitam a purificação provida pelo Senhor mediante o sangue de Jesus Cristo (Lc 24.46,47; 1 Jo 1.9). Todavia, é necessário que se rejeite totalmente a prática do pecado, pois o que alcança misericórdia é aquele que confessa e deixa (Pv 28.13).

2. Mudança de atitude. O verdadeiro arrependimento resulta em mudança de vida. Pode-se tomar como exemplo o Filho Pródigo. Ele, distante do pai, sem dinheiro ou condições dignas de, inclusive, se alimentar reconheceu seu pecado e resolveu voltar. Confessou suas transgressões ao pai e pediu-lhe perdão. O importante, porém, foi que a oração o levou à ação.

Ele foi, fez tudo o que havia proposto e alcançou misericórdia (Lc 15.11-24). Davi também demonstrou com atos sinceros e profundos o arrependimento, vindo da alma.

3. Renovação interior. Na oração de Davi, pode-se ver que o Senhor já estava trabalhando em seu interior. Observe os desejos de Davi depois de confessar seus pecados e buscar o perdão de Deus:

a) Um espírito voluntário. O que demonstra seu desejo e sua disposição de servir a Deus (v.12).

b) Ensinar os caminhos do Senhor. Assim que se sente perdoado Davi se propõe a falar sobre o quanto Deus fora compassivo e misericordioso com ele, para que mais pecadores (como ele) se convertam de seus caminhos (v.13). Davi não se contenta em apenas desfrutar o seu perdão; ele também quer que o mundo conheça o Deus perdoador.

b) Louvar a Deus. Conhecendo o seu Senhor, Davi sabia que, na situação de pecado em que se encontrava, seus louvores não seriam aceitos. Era necessário que, antes de oferecer sacrifícios, ele se quebrantasse diante de Deus. Só então, estaria livre para louvá-Lo (vv.16,17). 

Deus recebe o louvor dos filhos obedientes, que procuram viver de acordo com a Palavra; a estes Ele denomina verdadeiros adoradores (Jo 4.23). O verdadeiro louvor ao Senhor não está em palavras ou canções, mas primeiramente na vida santa e consagrada e no testemunho do adorador.

c) Prontidão para agradar a Deus. Uma das características mais marcantes de um homem perdoado por Deus é o desejo profundo de agradá-Lo. O próprio Jesus fez alusão a este fato, quando estava em casa de Simão (Lc 7.36-50). 

A motivação maior do serviço do crente no Reino é o fato de ter sido perdoado, isto o constrange a fazer tudo e qualquer coisa para agradar ao Deus que o perdoou e o livrou da morte e do inferno. Por isso, um dos desejos expressos por Davi em sua oração foi o de ser um prestador de serviço para Deus com espírito voluntário.

Deus restaura o pecador que verdadeiramente se arrepende e muda de atitude. 

A oração é um instrumento de comunhão com Deus, inclusive para aquele que a perdeu por causa do pecado. Depois que o homem reconhece que pecou, através da oração sincera, como a do publicano em Lucas 18.10-14, pode confessar seus pecados ao Senhor e pedir-lhe o seu perdão. 

O verdadeiro arrependimento, no entanto, implica na mudança de atitude e conduta daquele que pecou. A orientação amorosa do Senhor Jesus é: “vai-te e não peques mais” (Jo 8.11).

Que Deus nos ajude a alcançar o favor divino em nome de Jesus. Amém!

Jânio Santos de Oliveira


Vi lá no :Estudos Gospel 

Por que estás abatida, ó minha alma?


O salmista estava sendo colocado contra a parede. Seus inimigos lançavam sobre ele suas setas venenosas, perguntando-lhe: "O teu Deus, onde está?". O abatimento da alma foi o resultado desse cerco do adversário. Porém, no miolo da tempestade, o salmista, num solilóquio profundo, pergunta à sua própria alma: "Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?". A resposta vem em seguida: "Espera em Deus, pois eu ainda o louvarei". Se olharmos para os inimigos à volta, ou se focarmos nossos olhos nas circunstâncias, ou mesmo se auscultarmos nossos próprios sentimentos, ficaremos abatidos, porém, se olharmos para Deus, encontraremos esperança e nossos lábios se abrirão para o louvor.

Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Sem reclamação

Deveria ser:
Quem reclama sempre alcança.
Mas não é lá de muito bom tom
Pior que o tom mofado
Do rejunte dos ladrilhos e teto do banheiro

Reclamação cansa
Quem quer ficar ouvindo
Sobre quebra galho que deveria durar um dia
E lá se vão dois anos
Mas os caninhos de papelão na janela
Estão dando conta do recado

E quem há de reparar um cabo de vassoura
Escorando um armário acima do tanque
Se eu uso mais a máquina?
E o armário está quase firme

Reclamar desgasta
Feito a ducha no banheiro
Aparada por um balde
Ou a torneira da cozinha que não pára de gotejar

Por isso optei pelo silêncio
Só observo a nova mania de acumulação
Todo tipo de tranqueira
Quem sabe em tanto lixo
Surja algo que precise?
Um facão
Uma foice...

Catharyna Lima

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CRENTES SUPERSTICIOSOS?!


Florescem como cogumelos nos campos, os crentes supersticiosos em nossa nação. O Brasil é um canteiro fértil desse sincretismo religioso que induz os incautos a se agarrem a práticas estranhas à Palavra de Deus. Assim como os judeus ortodoxos esfregam a barba no muro das lamentações, em Jerusalém, e beijam aquelas pedras antigas; muitos crentes colocam um copo de água "ungida" sobre o televisor, ou usam um óleo "orado" pelo missionário, acreditando num poder especial desses objetos. É lamentável como alguns líderes religiosos promovem esse tipo de paganismo na igreja e contribuem para o crescimento dessas práticas supersticiosas. Precisamos voltar para a Palavra e para a simplicidade do Evangelho!


Hernandes Dias Lopes

sábado, 18 de maio de 2013

Neymar se hospeda na casa de amiga de Bruna Marquezine


Foi o título do torpedo que a Tim que me enviou. Para saber mais, eu deveria acessar um endereço virtual, por R$ 0,50 ao dia. Sei que o que interessa à Tim é dinheiro. Mas me senti ofendido. Pensei comigo: “Esses camaradas acham que eu me interesso por esse lixo informativo?”. Há quem se interessa, eu sei. Para um bicho de goiaba, o mundo todo é uma goiaba. Seus horizontes são pequenos.
O mundo está emburrecendo. Cada vez mais medíocre. Outro dia perdi cinco minutos lendo comentários, na Internet, sobre um assunto leve: futebol. Quantas ofensas! Há quem o veja como sagrado! Quanta tolice! Assassinaram a língua portuguesa! A pessoa não é culpada nem deve ser diminuída por não ter estudo. Mas se acessa a Internet, deve saber que “você” não se escreve com ç. A pedagogia “nóis pega os pexe” triunfou!
Em inversão, zomba-se da pessoa que estuda (“É metida!”) e exalta-se a ignorância. Valem a superficialidade, o nada, o vazio. É a “nadez”.
Lembrei-me de um homem que me disse que “assistiu” o culto na igreja que eu pastoreava. Mas não gostou. Isso me foi irrelevante. O culto não foi para ele. Foi para Deus. A razão do desgosto foi que eu ensinei a Bíblia, e falei de Jesus, e ele não precisava disso. Precisava de palavras de entusiasmo e de testemunhos de pessoas vitoriosas. A igreja que eu servia continuou a crescer, organizou outras, seus membros se firmaram na Palavra e seguiram a vida com entusiasmo. Revi o homem, tempo depois, bêbado como peru perto da degola. Deu-me pena! Que lástima! Se tivesse ouvido a Bíblia, agasalhado seu ensino, e preferido Jesus ao testemunho de homens bem sucedidos sobre como ganhar dinheiro, não estaria assim. A verdade espiritual está na Bíblia, não em palavras de ordem no culto.
O torpedo da Tim lembrou-me dele. E de muitos crentes que querem trivialidades espirituais. Mas o culto não é show. Minha preocupação, como pregador, não é fazer as pessoas se sentirem bem, mas anunciar-lhes o conselho de Deus. Quem ouve a Palavra e a cumpre se realiza. A trivialidade espiritual tem gerado cristãos nanicos, que se retraem à primeira crise. Que se abespinham à primeira contrariedade. São sempre frustrados, problemáticos e pulam de igreja em igreja. Sua preocupação não é conhecer a vontade de Deus, mas sentirem-se bem. Importa-lhes, como num show, o que vai acontecer nos próximos minutos, e não o que Deus tem a lhes dizer. Gostam mais de mantras religioso que da Palavra de Deus.
Sem vaidade: se você quer saber da vida do Neymar (isto é, quer novidades irrelevantes), a Central não é igreja para você. Mas se deseja saber o que Deus revelou nas Escrituras, se quer ouvir do Cristo Crucificado, poder de Deus para salvação de todo o que crê, e se deseja participar de um culto voltado para Deus e não para o homem, talvez você goste. Esta é nossa linha.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 19.5.13

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O que fazer quando a Palavra não te impacta mais?


Por David Murray


“O que você faz quando a pregação da Palavra não te impacta mais como antigamente?”
Essa é a pergunta que me foi feita recentemente por um jovem sincero que aparenta estar buscando honestamente ao Senhor.
Muitos de nós conseguem se identificar com essa questão por já terem estado nessa situação. Nos lembramos do impacto que os sermões tinham sobre nós no passado – impressões fortes, convicções intensas, ilustrações poderosas – mas agora, nos sentimos como estátuas frias e inanimadas enquanto escutamos aos mesmos pregadores pregando os mesmos sermões. O que deu errado? Isso pode variar para pessoas diferentes, mas deixe-me sugerir algumas possibilidades.
1.     Cansaço
A principal causa para uma escuta improdutiva da Palavra é a fadiga e, até mesmo, a exaustão. Trabalhamos muito e por muito tempo durante a semana. Nos sentamos e nos aquietamos pela primeira vez no Domingo pela manhã e, surpresa, nossas pálpebras começam a pesar como chumbo e nossos corpos começam a escorregar no banco da igreja. Uma hora extra de sono a cada noite pode reviver nossas almas.
2.  Distração 
Sábado à tarde e à noite são bons momentos para resolver pendências da semana e se preparar para a Segunda. Se não fazemos isso no sábado, estaremos fazendo pelo Domingo, mesmo que mentalmente, na igreja.
3. Indisciplina
Se nós não estamos lendo as nossas bíblias e orando de forma regular e disciplinada durante a semana, não podemos realmente esperar que estejamos espiritualmente sintonizados e sensíveis no domingo.
4. Pecado
Como pecados impenitentes formam uma barreira entre nós e Deus, precisamos nos certificar de que não há nada importante em nossas vidas bloqueando a bênção de Deus.
5. O pregador
Pode ser que o pregador esteja pregando uma série de sermões em um livro ou assunto que não se encaixa com as suas necessidades espirituais do momento. Apesar disso testar a nossa paciência, considerar o longo prazo pode mitigar nossa frustração. Não, você não precisa tanto dessas verdades/dessa série agora, mas pode guardar isso na sua mente e coração para quando precisar no futuro. Talvez nós possamos mortificar o nosso egoísmo orando: “Senhor, eu não estou absorvendo nada desse sermões mas estou grato por outros estarem e oro pela sua bênção sobre eles”.
6. Soberania
Deus pode estar testando a nossa fé ao nos deixar experimentar um período de frieza para com a Palavra. Nós andaremos pela fé até mesmo quando não há sentimentos nos ajudando no percurso? Nós escutaremos, confiaremos e obedeceremos mesmo quando não estamos sendo inspirados e movidos pela pregação?
7. Humildade
Deus também pode usar esses períodos para humilhar os nossos corações e nos mostrar quanta dureza ainda há em nós. “Estou ouvindo as mais belas verdades e isso me deixa frio como pedra. O pregador está derramando o seu coração nisso e eu nem posso ter certeza de que tenho um coração”. Essas experiências dolorosas revelam como ainda precisamos trabalhar a santificação dos nossos corações.
8. Encorajamento
O fato de estarmos incomodados com a nossa frieza espiritual é um sinal tranquilizador. Se estamos indiferentes sobre estarmos indiferentes, despreocupados com a nossa falta de preocupação, isso é, de fato, preocupante. Entretanto, o próprio fato de sentirmos e lamentarmos isso no mostra que Deus tem trabalhado em nossos corações. Podemos nos lembrar de quando olhávamos para a Palavra sem um mínimo de vida espiritual e isso não nos incomodava nem um pouco. Que isso nos incomoda agora e nos faz orar por uma transformação de coração revela um coração que já foi soberanamente transformado.
Traduzido por Kimberly Anastacio | iPródigo.com | Original aqui