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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Nem te Conto


 


95

Livro: Nem te Conto

Autor: Emily Henry

464 páginas

3,5 estrelas




Sinopse

Daphne sempre adorou a maneira como seu noivo, Peter, contava a história deles. Como eles se conheceram (em um dia de ventania), se apaixonaram (por causa de um chapéu errante) e voltaram para a cidade natal dele à beira do lago para começar a vida juntos. Ele era muito bom em contar tudo isso... até o momento em que percebeu que estava apaixonado por sua melhor amiga de infância, Petra.

É assim que Daphne começa sua nova história: presa na bela cidadezinha de Waning Bay, no Michigan, sem amigos nem família, mas com o emprego dos sonhos como bibliotecária infantil (que mal paga as contas) e morando no apartamento da única pessoa que consegue entender sua situação, o ex de Petra, Miles Nowak.

Desalinhado e caótico — e com uma queda por canções de amor de partir o coração —, Miles é o exato oposto da prática e discreta Daphne, de quem os colegas de trabalho sabem tão pouco que apostam que ela é do FBI ou está em um programa de proteção a testemunhas.

Daphne e Miles conseguem evitar um ao outro na maior parte do tempo, até que um dia, enquanto afogam as mágoas, fazem uma tênue amizade e um plano. Se esse plano envolve a publicação de fotos sugestivas dos dois juntos em aventuras de verão, bem... quem pode culpá-los?

Mas é tudo fingimento, claro, porque não tem como Daphne começar o novo capítulo da sua vida se apaixonando pelo ex da atual noiva do seu ex-noivo... certo? 

Esse é o primeiro livro da Emily Henry que leio. Tenho uma certa resistência a livros “modinha” — nem me peça para explicar. Por isso, comecei essa leitura com o pé atrás. E ela inicia de uma forma que faz meu sangue ferver: a mocinha foi deixada quase no altar e trocada por outra em um piscar de olhos.

Daphne saiu da “cobertura e foi morar no porão”, mas não por escolha própria, pois foi colocada para fora. Essa é a analogia que consigo pensar no momento. Pense comigo: Peter era alto, bonito, educado, rico e ainda cozinhava para ela. Miles era um bartender maconheiro, sempre descabelado, com cheiro de biscoito de gengibre e fumaça de lenha. Entende agora quando digo “cobertura e porão”?

Eu gostei da escrita, da forma como a autora me levou história adentro e como levantou temas importantes que afetam mente e coração, situações que deixam marcas. Mas fiquei presa ao início de tudo e não me importei com o desfecho, pois não era o que eu queria. Levei essa história para o lado pessoal. Se tivesse acontecido comigo, entende? Porque eu não teria feito as escolhas de Daphne.

Muito embora não seja uma história minha, mas dela. Por isso não gosto de biografias: para não discordar das escolhas nem me meter na vida de outra pessoa. Ficção é mais fácil; é tudo mentira mesmo.

E foi isso.

Bjoo.


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