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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O EVANGELHO DOS MIMOS E AFAGOS...



Em nenhum momento, observamos nas escrituras sagradas, Deus esperando que, seus filhos vivam como seres angelicais, alienados das circunstâncias inoportunas da vida. Para manifestar este principio observe a ação divina – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1.14”.
Infelizmente é crescente as tentativas de transformar a caminhada cristã em uma ficção ou um conto fraudulento. Basta ligar o rádio ou a televisão para ouvir uma mensagem ilusória e paisagista da trajetória cristã. Ovacionam um paraíso pintado por mentes capitalista do evangelho, onde existe a ilha da conta bancaria invejável, a praia da imunidade de problemas familiares, e a sombra e a água fresca da isenção das aflições, fazendo do evangelho um produto com as soluções de todos os problemas. Nunca na história humana, a igreja precisou promover shows pirotécnicos para coadunar com a simplicidade e o poder do evangelho.

De modo que, é imprescindível saber que a vida cristã não subsiste com superficialidades ou ilusões. Na caminhada com Deus, enfrenta-se a vida com todas as complexidade e paradoxos. A eximia diferença é que o cristão caminha com Deus, o que faz toda diferença no processo existencial.

Somente quando as mentiras e as ilusões promovidas em nome da fé não resistem às agruras do tempo e da realidade da vida, o homem de fato tem a oportunidade de descobrir a sua real estrutura existencial, podendo assim, viver uma vida de dependência e submissão a Deus em Cristo Jesus.

Deste modo, o conselho divino permanece – quando o tempo for de chorar, chore, de sorrir, sorria, de cantar, cante, porque procurar esquivar-se das contingências da vida seria tentar negar o propósito de Deus mesmo em meio às contradições da caminhada. Não permita que, os exageros religiosos deforme a composição da sua alma, retardando o processo transformador de aperfeiçoamento do homem espiritual.

Os conflitos e as perplexidades da vida podem existir. As perguntas sem respostas também podem aparecer no processo da vida cristã. O evangelho de Jesus Cristo não oferece uma tabela com regras e fórmulas mágicas para uma vida cristã bem sucedida, como por exemplo – participe de campanhas de fé, aprenda o principio da sacrifício, ou acorde com pensamentos positivos, e sua vida mudará. Nem sempre é isto que o coração precisa em circunstâncias inusitadas. A vida com Deus é mais que um conjunto de regras morais e religiosos. É um eterno aprendizado de renúncia que resulta em satisfação, vida abundante em meio a decepção, esperança mesmo em meio a tribulação, fé mesmo quando tudo é aflição, alegria permanente em meio a contradição, cumprindo assim, aquilo que Paulo (o apóstolo) disse – “Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.”

De modo que, Evangelho é mais do que, mimos, conforto, ou ausência de problemas, mas antes, o Evangelho de Jesus Cristo, é vida e salvação em meio à morte e perdição.


***

Samuel Torralbo é pastor, teólogo e parceiro do Púlpito Cristão.


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domingo, 28 de outubro de 2012

Relacionamento com nosso Deus


Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei (Salmo 91:14-15).
Para apreciar realmente as qualidades de uma pessoa, é preciso ter convivido com ela, em especial nos momentos de crise. Não devemos, portanto, confiar na primeira impressão, mas esperar antes de construirmos uma opinião sobre alguém.
Acontece o mesmo em relação a Deus; só um relacionamen­to duradouro permitirá que conheçamos Sua bondade e fidelidade mais a fundo. Devemos nos perguntar: Como eu conheço a Deus? Só de ouvir o que as pessoas dizem? Ou O conheço por experiência própria?
A Bíblia diz que quem conhece a Deus confia nEle (Salmo 9:10). Muitos pensam que Deus é somente um Senhor exigente ou um Juiz severo, ou ainda um Ancião complacente. Tais pessoas não confiam nEle porque não têm a menor idéia de quem Ele é e não compreendem Seu amor.
Hoje, por meio de Jesus Cristo, podemos conhecer a Deus como Pai, Conselheiro e Salvador. Se nos aproximarmos dEle a cada dia por intermédio da leitura bíblica e da oração, seremos fortalecidos e consolados. Passaremos a nos aprofundar nos mistérios da perso­nalidade de Deus e seremos transformados à imagem de Seu Filho Jesus Cristo. “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3).
Extraído do devocional BOA SEMENTE

domingo, 7 de outubro de 2012

Coerência ao votar


Terça à noite, Meacir e eu voltávamos para casa. Moramos no Cabralzinho, e nosso caminho é a Av. Padre Júlio. É a mais amapaense de todas as ruas. Sai da orla do rio Amazonas e dá pra ir até o Oiapoque. Paramos na Rua Minas Gerais para resolver algo. Ao sairmos, passou por nós um veículo da Secretaria do Trânsito. Os dizeres na lateral davam-no da Fiscalização. 
O carro parou sobre a faixa de pedestres, e, lentamente (como é costume aqui) foi se movendo, até que ultrapassou o semáforo vermelho. Comentei: “Por isso o trânsito aqui é assim. Ninguém respeita nada”. Quando quem tem que dar o exemplo transgride as leis a coisa está feia.
Já estou velho e ainda não me conformei com este jeito brasileiro de desrespeitar leis, de ser incoerente, de fazer as coisas erradas. E depois reclamar. Hoje, dia de eleições, o povo vai às urnas para eleger as mesmas pessoas de sempre, e depois se queixará delas. Não tem senso nem valores, e torce por políticos ou partidos como se fosse futebol. É passional e lúdico, mas sem visão crítica e séria do processo eleitoral.
Agasta-me ver igrejas evangélicas em que os crentes são tratados como curral eleitoral por pastores que agem como déspotas esclarecidos. Há igrejas que apoiam políticos suspeitos de corrupção. Políticos que defendem o homossexualismo a ponto de quererem calar os discordantes, impondo-lhes a ditadura da visão única. Defendem o aborto indiscriminado (seu herói deve ser Herodes!) e a descriminalização de drogas. Seus valores morais são elásticos, e mesmo assim são adulados. Porque dão benesses à igreja. Dizia-me um pastor,  candidamente, sobre seu apoio a um candidato cristofóbico: “Ele vai defender nossos interesses!”. Interesses? Que interesses tem a igreja que Deus não possa defender? Desde quando pastores, principalmente os que falam tanto sobre o poder do Espírito Santo, precisam se vender a homens corruptos para garantir direitos à igreja?
Não imponho candidato às minhas ovelhas. Tenho percepção política, e minhas convicções são claras. Mas são minhas. Não as imponho. Meu rebanho não é minha propriedade. Mas não votem em gente que vocês desconfiam (ou sabem) que é corrupta. Não votem em gente que sustenta valores antagônicos aos do evangelho. Não votem por facilidades que o candidato prometeu lhes dar. Quem vota em troco de dentadura, terreno, emprego ou benesses pessoais é corrupto. Vendeu-se.
Os partidos políticos no Brasil não têm ideologia. É ocioso discuti-los. Mas não votem em gente desonesta nem contrária aos seus valores morais e espirituais. Em quem votar, é questão sua. Mas seja coerente e dê bom testemunho. Pense bem.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho



sábado, 22 de setembro de 2012

Nada a ver


Esta é a frase mais aplicável na língua portuguesa quando se quer justificar o injustificável, explicar o inexplicável ou, ainda, quando alguém quer criar em torno de si um “campo de força” contra qualquer crítica ou avaliação de atos biblicamente ou socialmente reprováveis.

Jesus nunca disse que seria fácil segui-lo, muito menos permitiu que o seguissem sem que primeiro os pretensos discípulos deixassem redes, pais, riquezas, emprego, a vida, etc. O Evangelho reclama tudo em nós. Enquanto formos dominados por algum “ente” terreno não haverá espaço para a completude de Cristo. Se Jesus não for o Senhor de todo o nosso ser Ele não será o Senhor de nada.

Infelizmente as Igrejas estão crescendo para os lados, mas permanecem anãs, quando avaliadas em sua maturidade no plano vertical, relação Igreja X Deus.

No afã de estabelecerem o “Reino Humano”, os líderes constroem Templos cada vez mais suntuosos, que exaltam mais aos egos megalomaníacos do que ao Senhor. É o “espírito de Herodes” atuando em pleno século XXI. Entretanto, quando consideramos a mensagem pregada nestes redutos, percebe-se como os sermões estão desconectados da renúncia, do abandono do pecado, da vida de santidade e de separação do mundo e do andar na contra mão de tudo o que está estabelecido.

Sendo assim:

Não tem nada a ver, ser um pastor no 3º ou 4º casamento e ainda continuar à frente da Igreja;

Não tem nada a ver, frequentar uma “Balada da hora” e no outro dia com a cara lavada vir dirigir o grupo de louvor, demonstrando uma vida espiritual que jamais pensou em cultivar;

Não tem nada a ver, transformar a Igreja em uma grande discoteca com luz estroboscópica, lâmpadas coloridas e máquina de fumaça, tentando simular uma “Shekinah” que não vai se manifestar jamais nesses ambientes descomprometidos com a verdade;

Não tem nada a ver, ficar com todas as irmãzinhas que puder, desde que minha fama de “pegador” não seja abalada;

Não tem nada a ver, navegar na internet altas madrugadas em todas as cavernas e esgotos satânicos da pornografia e no outro dia estar ministrando na Igreja ou até mesmo participando da Ceia do Senhor;

Não tem nada a ver, Ser uma “Periguete Gospel” e cortejar o Pastor da Igreja com todas as minhas armas da sensualidade, erotismo “Jezabélico”, cinismo e falsa carência afetiva; vale mais cumprir minhas fantasias diabólicas secretas do que tudo o mais;

Não tem nada a ver, cobrar valores “astronômicos” para “pregar” ou “louvar”, arrancando tudo o que puder das Igrejas, afinal, os “gurus” da Teologia da Prosperidade afirmam que nós fomos chamados para nos fartar da gordura da terra e eu não posso perder essa “boquinha”;

Não tem nada a ver, fazer da minha Igreja uma “Capitania Hereditária”, uma grande teta e arranjar empregos e um “lugar ao sol” para toda a minha parentela, pois só estou garantindo que a fonte de minhas realizações financeiras não se seque;

Não tem nada a ver, fazer minha “Orgia de Gastança” comprando carrões, casa na praia, propriedades particulares, viagens para a Disney (Arrrrrrrrrrrrfff), cruzeiros, etc.. com os dízimos e ofertas dos fiéis e no final apresentar as notas fiscais em nome da Igreja, pois está escrito que o : “trabalhador é digno de seu salário”;

Não tem nada a ver, disciplinar, excluir ou até mesmo “Excomungar” todos os obreiros que não concordam com minhas práticas abomináveis e anti bíblicas na Igreja, pois: “Ai daquele que tocar no ungido do Senhor” e eu sou o Pastor Presidente, tenho esta prerrogativa;

Não tem nada a ver, ensinar somente mensagens de auto- ajuda, pois não conhecendo a Bíblia ninguém saberá que estou usurpando da Igreja e assim ficarei em paz;

Não tem nada a ver, ser um homossexual ou pedófilo não curado e assumir a liderança de departamentos na Igreja, afinal sou “fiel dizimista” e sei que o Pastor também não é curado em muitos pecados, se ele porventura me expuser eu jogo tudo no ventilador.

Enfim, se após o término da leitura deste artigo, você se sentir irado comigo por todas as situações expostas acima, respeito seu ponto de vista, mas tenho que lhe dizer uma verdade:

“O Céu não tem nada a ver com você.”

Volte para o Evangelho da Renúncia e da Porta Estreita, Jesus te ama e eu também.

Pr Armando Taranto Neto

Vi lá no:Hospital da Alma  Bem AQUI

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pintamos o mundo com o que temos!


Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso;
 se, porém, os teus olhos forem maus,
todo o teu corpo estará em trevas. Mt 6: 22

O mundo será pintado com as tintas que temos disponível no coração

Por Irismar Oliveira
Você já parou para pensar que muitas vezes ao chegarmos em um determinado lugar e de primeira já temos uma opinião formada sobre as pessoas que ali estão e até descrevemos cada uma delas  com um titulo, fulano é isso e sicrano é aquilo, mas será que na realidade é isso mesmo? Será que o fulano é isso? Quantas oportunidade temos perdido por termos uma visão errada das pessoas, definimos cada uma como achamos e essa definição geralmente é baseada na nossa própria visão. Na maioria das vezes o problema não está nas pessoas mas em nós mesmo e o problema está na nossa visão e essa visão é baseada no que temos dentro de nós é o que somos na verdade. 

Leia essa historia e reflita como você tem pintado o seu mundo, seu local de trabalho, sua casa, lembre-se que sempre iremos ver os mundo pela nossa ótica e  ela é baseada de como estamos por dentro e não pelo que está fora. Se tu és briguento irá encontrar muitos por ai, se és fofoqueiro também.   Não esqueça: o exterior sempre reflete o que há no interior!!


A cor do seu mundo 

Um ancião descansava num banco de madeira à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel: 

- Bom dia, meu amigo! 

- Bom dia! 

- O senhor mora aqui? 

- Sim, há muitos anos... 

- Estarei vindo de mudança para cá e gostaria de saber como é o povo daqui. 

- Deixe-me perguntar-lhe uma coisa primeiro, como são as pessoas lá da sua cidade? 

- Ah! De onde venho o povo é gente boa, fraterna. Fiz muitos amigos. Só estou saindo de lá por imperativos da profissão. 

- O senhor é um homem de sorte, meu filho. Esta cidade é exatamente igual a sua. Vai gostar daqui! 

O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e tem a mesma conversa com o ancião. O ancião lançou-lhe a mesma pergunta:
- Como são as pessoas lá da sua cidade? 

- Horríveis! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar! 



- Sinto muito, filho, você está sem sorte, pois aqui encontrará exatamente o mesmo ambiente. 

Um rapaz, que a tudo assistiu, não se conteve: 

- Senhor, não pude deixar de ouvir as duas conversas... Como pode responder à mesma pergunta com duas respostas tão diferentes uma da outra? 

- Nós vemos e julgamos o mundo a partir da nossa própria ótica, a partir do que nós mesmos somos. 

Uma pessoa fofoqueira, por exemplo, de imediato enxergará todos os fofoqueiros da cidade; uma pessoa agressiva, de imediato enxergará todos os agressivos deste lugar. 

O primeiro homem enxergará as pessoas boas e fraternas deste lugar; o outro, bem, enxergará os orgulhosos, os preconceituosos e os arrogantes. 

A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.
( autor desconhecido)

Se percebe que em teu olhos ha trevas busca a Luz que vem do Senhor, ele é a nossa Salvação e a nossa luz!



Versículo para meditação
E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo. 2 Corintios 2:14



domingo, 10 de junho de 2012

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade?


Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.


Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e "testemunhas de Jeová" sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

  • Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele. 
  • Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.
  • Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.
  • Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.
  • Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.
  • Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demônicos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.
  • Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo. 
  • Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco. 
  • Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.
  • Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem mas a vontade soberana de Deus.
  • Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus. 
  • Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde. 

A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia...


Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Vilá no: O Tempora, O Mores indicado por Dody Dolores

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

“O CAMINHO É A SENHORA QUE FAZ”


Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 10.6.12
                Domingo passado, findo o culto, o alarido habitual no gabinete pastoral. Entra gente, sai gente, crianças pegando o “bombons” (como chamam as balas doces, aqui no Amapá) e adultos batendo papo. Meacir estava preocupada com uma nova convertida, com filho de colo um pouco pesado, que mora a onze quadras da igreja e faria o percurso a pé, no calor macapaense. Perguntou a um casal motorizado se o caminho deles era o da nova crente. Pensou obter-lhe uma carona, já que iríamos a outro lugar. Algumas vezes a levamos, mas tínhamos outro itinerário.
A resposta da irmã consultada foi memorável: “O caminho é a senhora que faz!”. Fosse preciso levar alguém, o casal levaria, mesmo saindo de sua rota. Era só dizer qual era o caminho, que eles levariam a jovem mãe com o filho. Uma resposta tão simples, mas por trás dela, a compreensão de muitas verdades.
A primeira é que estamos na igreja para servir uns aos outros. Por que deixar uma jovem mãe levar um filho no colo sob o calor daqui, quando há tanta gente com carro? Sair de uma rota por quinhentos, seiscentos metros, não seria um prejuízo tão grande. Uma pessoa da igreja seria servida!
A segunda é que Deus nos dá recursos para que os usemos na sua obra. Muita gente põe um adesivo no carro: “Presente de Deus”. Nada nosso é presente de Deus. Tudo é dele, porque somos dele. E usamos para nós e para o serviço dele.
A terceira é a humildade da pessoa consultada. A consulta não soou um incômodo, mas como uma oportunidade de fazer alguma coisa, e com alegria se pôs à disposição. Faria o necessário. Com prazer.
A quarta é que o casal tem filhos. Não pensou que eles tinham que ir logo para casa, mas envolveu toda a família no serviço a alguém. Ensinou aos filhos que a vida cristã é utilidade.
Muita gente não entendeu a beleza da vida cristã e é apenas um membro de igreja com vida espiritual mais seca que bacalhau de mercado. Gente que quer receber e quer ser paparicada na igreja: “O caminho sou eu que faço”. Ou seja, as coisas devem convergir em sua direção para seu benefício. Lembro-me de um crente, numa igreja que pastoreei, que se sentava atrás de uma coluna, para eu não vê-lo, e na segunda-feira me ligava para saber se eu sentira sua falta. Pode uma coisa dessas?
“O caminho é a senhora que faz” foi uma das frases mais bonitas que ouvi como pastor. O que a irmã disse foi isto: “Diga-me o que eu devo fazer!”. Ela entendeu a vida cristã! Não porque obedeceu à minha esposa, mas porque viu na sua consulta a oportunidade de servir a alguém.
Falando nisto: quem é que faz seu caminho?
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Vi lá no blog do Pr. Isaltino Gomes